Importante – As Profecias https://asprofecias.com.br Sat, 25 Sep 2021 20:57:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://asprofecias.com.br/wp-content/uploads/2018/01/cropped-icone-512pi-1-32x32.jpg Importante – As Profecias https://asprofecias.com.br 32 32 A importância das datas de 508 e 538 d.C. para a supremacia papal https://asprofecias.com.br/a-importancia-das-datas-de-508-e-538-d-c-para-a-supremacia-papal/ Wed, 18 Dec 2019 20:51:12 +0000 https://asprofecias.com.br/?p=866 Alberto R. Timm, Ph.D.
Professor de Teologia Histórica no SALT, Unasp, Campus Engenheiro Coelho, e diretor o Centro de Pesquisas Ellen White – Brasil

Resumo: As datas de 508 e 538 d.C. são muito significativas para os adventistas do sétimo dia. A primeira é tradicionalmente reconhecida como o início dos 1.290 e 1.335 dias/anos de Daniel 12:11 e 12, e a segunda, como ponto de partida dos 1.260 dias/anos de Apocalipse 11:3 e 12:6. O presente artigo descreve o contexto histórico dessas datas, bem como o papel exercido por eventos importantes no processo de estabelecimento da supremacia papal.

Abstract: The dates of A.D. 508 and 538 are very significant for Seventh-day Adventists. The first is traditionally aknowledged as the beginning of the 1,290 and 1,335 days/years of Daniel 12:11, 12, and the second, as the starting point of the 1,260 days/years of Revelation 11:3 and 12:6. The present article describes the historical background of those dates, as well as the rule played by major events in the process of establishment of papal supremacy.

Introdução

Uma das principais características da teologia adventista é a interpretação historicista das profecias apocalípticas das Escrituras fundamentada no assim chamado princípio dia-ano de interpretação profética.2 Baseado na ideia de que cada dia profético representa um ano literal, as 70 semanas de Daniel 9:24-27 devem ser vistas como sendo 490 anos; os 1.260 dias de Apocalipse 11:3 e 12:6 (ver também Dn 7:25; 12:7; Ap 11:2; 12:14; 13:5), como sendo 1.260 anos; os 1.290 dias de Daniel 12:11, como sendo 1.290 anos; os 1.335 dias de Daniel 12:12, como sendo 1.335 anos; e as 2.300 “tardes e manhãs” de Daniel 8:14,3 como sendo 2.300 anos.

Tradicionalmente, os adventistas do sétimo dia apontam o ano 508 d.C. como sendo o início dos 1.290 e dos 1.335 anos, e, 30 anos depois, o ano 538 d.C. como sendo o início dos 1.260 anos.4 A principal data de referência para esses cálculos tem sido o ano de 1798 d.C., quando o papa Pio VI foi capturado e aprisionado na França, vindo a morrer no exílio.5 Subtraindo os 1.260 anos de 1798, os intérpretes adventistas chegaram até o ano de 538. Tirando 1.290 anos de 1798, eles chegaram ao ano de 508. Enquanto que os 1.290 e os 1.260 anos tiveram seu término no mesmo ano de 1798, os 1.335 anos são contados como terminando 45 anos depois, entre 1843-1844 (veja o diagrama abaixo).

Embora a data de 1798 esteja bem estabelecida pelo importante evento que foi o aprisionamento do papa, o significado de 508 e 538 tem sido questionado por diversos intérpretes críticos que consideram essas datas como destituídas de um sentido histórico mais relevante.6 Mas, se vistas dentro do amplo contexto de estabelecimento da supremacia papal, as datas tomam sentido como importantes expressões desse processo.

Entre os estudos mais relevantes das fontes históricas que sustentam essas datas figuram os de Uriah Smith, intitulado The Prophecies of Daniel and the Revelation (1944),7 e a dissertação de mestrado de C. Mervyn Maxwell, sob o título “An Exegetical and Historical Examination of the Beginning and Ending of the 1260 Days of Prophecy with Special Attention Given to A.D. 538 and 1798 as Initial and Terminal Dates” (1951).8 Mas parece evidente que essas investigações poderiam ser ampliadas, levando-se em consideração uma perspectiva histórica mais ampla.

Diante disso, a presente investigação visa a prover uma contextualização histórica progressiva, que nos permita ver mais claramente o grau de validade das datas de 508 e 538 no contexto da interpretação profética. Devido às limitações de tempo e espaço, esta investigação se detém apenas nos principais desenvolvimentos históricos relacionados com o assunto em discussão. A pesquisa bibliográfica se limitou basicamente às fontes disponíveis em língua inglesa. Estudos futuros deveriam abranger também as fontes existentes em outras línguas, especialmente em latim, alemão, francês e italiano.

O contexto histórico de 508 d.C.

Eventos históricos não podem ser analisados com propriedade sem que se reconheçam os desenvolvimentos prévios que os geraram. É evidente, portanto, que nenhuma análise crítica séria pode ser feita quanto ao uso dos anos 508 e 538 d.C. sem que se leve em consideração alguns passos significativos, prévios, rumo à união entre a Igreja e o Estado, e o crescimento da autoridade temporal do bispo de Roma. O contexto histórico do ano 508 inclui importantes eventos como a conversão de Constantino, a publicação do livro de Agostinho De Civitate Dei (A Cidade de Deus) e a conversão de Clóvis.

A conversão de Constantino

Analisando-se a história dos primeiros séculos da Igreja Cristã, percebe-se que a conversão do Imperador Constantino, em 312 d.C., não apenas se tornou um importante referencial nas relações entre a Igreja e o Estado, mas também gerou uma mudança radical no status do Cristianismo. Tendo sido perseguido no passado, o Cristianismo conseguiu certa tolerância a partir de 311 por meio de um edito imperial.9 Foi, porém, o Edito de Milão, promulgado em 313 pelos imperadores Constantino e Licínio, que concedeu aos cristãos completa liberdade de culto.10

Durante os anos seguintes, sob a liderança de Constantino, as propriedades eclesiásticas confiscadas foram restauradas à Igreja, e o “Dia do Sol” (domingo) foi imposto “como um dia de descanso e culto”. Além disso, Constantino assumiu “uma posição de liderança teológica no concílio de Nicéia, em 325, quando arbitrou a controvérsia ariana”.11

Depois que Constantino mudou a capital do império de Roma para Constanti-nopla em 330, a liderança do bispo de Roma acabou sendo deixada sozinha “durante muito tempo”, e os romanos passaram a encará-lo naturalmente como o seu legítimo “líder temporal e espiritual” em situações de crise.12

A despeito do fato de Constantino jamais haver resignado sua posição como Pontifex Maximus, principal sacerdote da religião pagã estatal,13 suas decisões já eram “um grande ponto crucial”14 na história do Cristianismo. De acordo com Daniel Walther, “embora antes de 313 fosse difícil ser um cristão, era difícil não ser um cristão após essa data”.15

O processo de conceder privilégios à Igreja foi seguido pelos imperadores subsequentes. O título de Pontifex Maximus não foi mais usado pelo Imperador Graciano. Em 380, Teodósio I promulgou “um edito tornando o Cristianismo a religião exclusiva do Estado”, e “qualquer pessoa que seguisse outra forma de culto seria punida pelo Estado”. Por meio do Edito de Constantinopla, em 392, os cultos pagãos tornaram-se ilegais. Portanto, o Cristianismo acabou se transformando finalmente na religião do Estado, e começou a perseguir o paganismo da mesma forma como o paganismo o havia perseguido antes.16

A Cidade de Deus de Agostinho

Ao mesmo tempo em que a Igreja Romana se tornava cada vez mais poderosa, o Império Romano enfrentava uma crescente fraqueza interna. Cônscio dessa realidade, Alarico invadiu a Itália com os visigodos em 401. Como as autoridades romanas não tinham mais condições de recrutar forças militares suficientes para deter as invasões desses povos bárbaros, os visigodos saquearam Roma em 410. Que a “Roma Eterna”, amada pelos deuses, fosse tratada dessa forma apenas podia ser interpretado pelos pagãos como a consequência do abandono dos seus antigos deuses, cuja adoração havia sido considerada ilegal desde 392.17

Em resposta a essa acusação, Agostinho escreveu, entre 413 e 426, sua famosa obra intitulada De Civitate Dei (A Cidade de Deus).18 Embora o livro fosse escrito originalmente para solucionar um problema específico da época, sua influência na história da Igreja Cristã vai muito além do seu tempo. Thomas Merton enfatiza o fato de que “a visão de Santo Agostinho da história é a visão mantida pela Igreja Católica e por toda a tradição católica”.19

Os historiadores concordam que Carlos Magno “encontrou na Cidade de Deus, de Santo Agostinho, uma inspiração para o Império Cristão que ele esperava reerguer no mundo transformado dos séculos 8º e 9º”.20 R. W. Collins vai além em declarar que “foi, sem dúvida, a Cidade de Deus que proveu a teoria do poder temporal do papado, com suas pretensões de domínio mundial”.21 L. P. Qualben explica que a “Cidade de Deus” exerceu uma profunda influência sobre o Cristianismo ocidental. Ela formou o pano de fundo religioso para a teoria do papado medieval. A Cúria Romana da Idade Média transformou realmente a Civitas Dei [cidade de Deus] na Civitas Terrena [cidade terrestre], representada pelo império visível da Igreja governado pelo Bispo de Roma. A “Cidade de Deus” acentuou também a forte distinção entre o sagrado e o secular, que ainda continua exercendo tão grande influência sobre a civilização ocidental.22

A conversão de Clóvis

As invasões das tribos bárbaras trouxeram não apenas um problema político para o Império Romano, mas também muitas dificuldades para as pretensões do bispo de Roma. Além da tarefa de converter muitas tribos do paganismo, havia também o problema de converter os visigodos e os lombardos do arianismo para a ortodoxia cristã.23

Mas um evento muito significativo ocorreu quase no fim do quinto século. Em 493, Clóvis I, rei dos francos, casou-se com Clotilde, princesa católica de Borgonha.24 Mesmo permitindo que seus filhos fossem batizados, ele próprio hesitava abjurar “a fé dos seus ancestrais”.25 Mas ele viu também que a Igreja Católica Romana se tornaria “o grande poder eclesiástico do futuro”, e se defrontou com a questão básica: Deveria o seu grande poder político crescer “em aliança com esse outro poder ou em oposição a ele?”26

À semelhança de Constantino,27 Clóvis começou a perceber “a força que ele ganharia se aceitasse o Cristianismo”,28 e, durante uma batalha com os alamanos, ele jurou aceitar o Deus de Clotilde e se tornar um cristão se saísse vitorioso.29 Em decorrência de sua vitória, ele foi batizado no dia de Natal de 49630 “com três mil de seus soldados pelo Bispo Remígio de Reims”31 que proferiu na ocasião as conhecidas palavras: “Inclina a tua cabeça em humildade, ó sicambriano; adora o que havias queimado e queime o que havias adorado”.32

De acordo com E. E. Cairns, “a aceitação do Cristianismo por Clóvis teria efeitos duradouros na história futura da Igreja”.33 H. Rosenberg afirma que “a conversão de Clóvis lançou os fundamentos para uma importante aliança entre o papado e os francos”.34 É evidente que “isto não significa que o papa teve imediatamente grande influência sobre a política real”, mas o fundamento foi lançado naquela ocasião, pois “foram apenas os francos que se tornaram, de todas as tribos germânicas, um amplo poder na história geral da Idade Média”.35

E. Emerton declara que

o papa ficou, por conseguinte, cheio de satisfação ao ouvir que o recém converso franco havia assumido a sua forma de fé cristã. Ele estava pronto a abençoar qualquer empreendimento deles como a obra de Deus, se apenas fosse em oposição aos pagãos arianos. Assim começou, já no ano 500, um acordo entre o papado romano e o império franco que haveria de amadurecer em uma íntima aliança, e de fazer muito para forjar toda a história futura da Europa.36

Para W. J. Courtenay, a conversão de Clóvis “transformou automaticamente as guerras de Clóvis em guerras santas contra os hereges e os descrentes”.37 Gwatkin e Whitney explicam que os bispos da Igreja de Roma exerceram a mais poderosa influência para apoiar a Clóvis em suas lutas contra as tribos bárbaras pagãs, e mesmo contra aquelas que aderiram à heresia ariana. Com tal apoio, suas guerras assumiram “o caráter de guerras religiosas – cruzadas, valendo-nos do termo usado posteriormente”.38

O ano de 508 d.C.

Em 507, Clóvis declarou guerra contra os visigodos. Ele era o agressor, e acreditava que “era uma guerra religiosa para libertar a Gália dos hereges arianos”. Reunindo suas tropas, ele fez a elas um vigoroso discurso, no qual declarou: “Entristece-me o fato desses arianos dominarem uma parte da Gália. Marchemos, com a ajuda de Deus, e subjuguemos o seu país”.39

Sem dúvida, “o elemento religioso foi muito poderoso nessa guerra”,40 “da qual dependia, humanamente falando, a supremacia do credo católico ou do ariano na Europa ocidental”.41 Após a sua vitória, em 508, Clóvis recebeu honras especiais de Roma. De acordo com Auguste Dumas, em 508, enquanto retornava daquela conquista, Clóvis veio a Tours, oferecendo suas dádivas a São Martinho. Ele viu uma embaixada vindo de Constantinopla. “Ele recebeu, de acordo com Gregório de Tours, do Imperador Anastácio, o diploma de cônsul. Na basílica de São Martinho, ele vestiu-se com uma túnica púrpura, a clâmide, e colocou um diadema sobre a sua cabeça. Então, montado em um cavalo, ele jogou alguns pedaços de ouro e de prata para as pessoas reunidas na estrada. Daquela época em diante, ele era chamado de cônsul e Augusto.” (Hist. Franc., ii, 38).42

Em realidade, Clóvis “aparece como um dos grandes gênios criativos que dão um novo rumo ao curso da história”.43 Ele “foi o fundador da primeira monarquia bárbara plenamente capaz de resistir vitoriosamente aos últimos choques de invasão e de permanecer por muitos séculos”,44 e que “se tornou um sustentáculo vigoroso do papado na baixa Idade Média”.45

Victor Duruy enfatiza apropriadamente o importante papel desempenhado por Clóvis como um grande unificador. Ele diz: Clóvis foi o primeiro a unir todos os elementos dos quais a nova ordem social seria formada, a saber, os bárbaros, aos quais ele colocou no poder; a civilização romana, à qual ele rendeu homenagem ao receber a insígnia de patriarca e cônsul da parte do Imperador Anastácio; e a Igreja Católica, com a qual ele estabeleceu a frutífera aliança que foi continuada pelos seus sucessores. O Concílio de Orleans havia sancionado essa aliança, reconhecendo a Clóvis como o protetor da Igreja, cujas isenções ele confirmou nesse mesmo concílio. O papa já havia escrito a ele: “O Senhor proveu as necessidades da Igreja por lhe conceder como defensor um príncipe armado com o capacete da salvação: sejas sempre para ela uma coroa de ferro, e ela te concederá a vitória sobre os teus inimigos”.46

George B. Adams também enfatizou o fato de que Clóvis uniu os romanos e os germanos em termos iguais, preservando cada um deles as fontes de sua força, para formar uma nova civilização. Ele fundou um poder político que haveria de unir em si quase todo o continente, e dar fim ao período das invasões. Ele estabeleceu uma íntima aliança entre as duas grandes forças controladoras do futuro, os impérios que continuaram a unidade criada por Roma, o império político e o eclesiástico.47

O mesmo autor explica o significado eclesiástico dessa aliança, na seguinte declaração:

É provável que o Império Franco poderia ter sido formado sem essa aliança. É possível também que uma organização eclesiástica comum poderia ter sido criada para todas as suas partes; mas teria sido impossível para tal igreja realizar a obra –tão importante fora das fronteiras francas como dentro delas – que a Igreja Católica levou a cabo.48

Do que foi dito até aqui, podemos concluir que (1) a conversão de Constantino foi o ponto crucial que permitiu que o Cristianismo se tornasse a religião oficial do Império Romano; (2) A Cidade de Deus, de Agostinho, proveu o ideal filosófico que inspirou o papado a construir um poder temporal para conquistar o mundo; (3) a conversão de Clóvis I abriu as portas para a unificação político-eclesiástica que era necessária para apoiar as pretensões católico-romanas durante a Idade Média; e (4) a guerra de Clóvis e a vitória final sobre os visigodos arianos, em 508, representa um passo extremamente importante em prover um exército efetivo para a Igreja Católica Romana punir os assim chamados “hereges”.

Portanto, o que ocorreu em 508 pode ser considerado um dos passos mais significativos no processo de consolidação das pretensões temporais da Igreja Católica Romana, que atingiu sua culminância nas fortes perseguições da Idade Média.

O contexto histórico de 538 d.C.

Muitos eventos importantes ocorreram no longo processo de fortalecimento do papado. Tendo em mente o que foi dito até aqui, passaremos agora a considerar mais especificamente alguns desses eventos ocorridos desde o início do sexto século até o ano de 538. De especial relevância foi a eleição do papa Símaco e o apoio do imperador Justiniano I.

O papa Símaco

No período inicial da Igreja Cristã, todos os bispos possuíam quase que a mesma autoridade. Mas “entre 313 e 590, o bispo romano passou a ser reconhecido como o primeiro entre os iguais”. Com a ascensão de Leão I ao trono episcopal, em 440, o bispo de Roma começou a reivindicar mais explicitamente sua supremacia sobre os demais bispos. Alguns dos bispos romanos da segunda metade do quinto século eram homens poderosos, e “não deixavam passar nenhuma oportunidade que pudesse aumentar o seu poder”.49

Na passagem do quinto para o sexto século, o Papa Símaco foi “acusado de muitos crimes”, dentre os quais se destacavam o de “adultério” e o de “dissipar as propriedades da Igreja”. As acusações foram levadas ao herético rei ariano Teodorico, que convocou, com o consentimento do papa, um sínodo em 501 para tratar da questão. A despeito do fato de algumas pessoas argumentarem “que o bispo romano não podia ser julgado por qualquer outra pessoa, mesmo que fosse acusado de crimes como aqueles dos quais Símaco era acusado”, o problema não foi solucionado imediatamente. Mas finalmente, os membros de um sínodo realizado em 503 “exigiram que os oponentes e os acusadores do papa deveriam ser punidos, e saudaram a ele com altos brados de alegria”. Teodorico, rei dos ostrogodos, que estivera diretamente envolvido na solução do problema, “ordenou agora que todas as igrejas em Roma fossem entregues a Símaco, e que somente ele fosse reconhecido como bispo desta cidade”.50

Embora essas discussões tratassem mais especificamente da integridade moral pessoal de Símaco em ocupar o trono papal, a questão básica da autoridade papal também estava envolvida: poderia um papa ser julgado por um rei ou por outros bispos?

Em resposta a essa questão, havia pelo menos um “infame e extravagante bajulador de Símaco”, chamado Enódio, que chegava mesmo a ponto de asseverar “que um pontífice romano era constituído juiz em lugar de Deus, posição por ele ocupada como o subgerente do Altíssimo”.51

Embora o próprio Símaco admitisse obedecer “aos poderes temporais quando estes se limitam à esfera deles”, ele era também capaz de condenar o imperador por “apoiar a heresia”, enfatizando a sua própria superioridade sobre o governante:

Você imagina que, por ser um imperador, é permitido a você desprezar as ordenanças de Deus, e exaltar-se contra o poder de São Pedro? Compare a dignidade dos imperadores com a de um pontífice. Entre eles existe tanta diferença como entre um administrador das coisas terrestres e outro das celestiais. Embora você seja um príncipe, você recebe do pontífice o batismo e os sacramentos, e seu pedido de penitência. Em resumo, enquanto você é encarregado apenas de questões humanas, ele dispensa a você os bens celestiais. A dignidade dele, por conseguinte, é pelo menos igual à sua, para não dizer superior a ela.52

O imperador Justiniano

Justiniano I tornou-se em 527 o único imperador do segmento oriental do Império Romano, conhecido como Império Bizantino. Seus ideais políticos e eclesiásticos são bem definidos por Daniel D. McGarry na seguinte declaração: Ele era inspirado por dois grandes projetos: [1] restaurar o Império Romano ao redor do Mediterrâneo Ocidental, e [2] restabelecer a unidade da Igreja Cristã. O primeiro alvo postulava a reconquista do ocidente do Mediterrâneo; o segundo, a erradicação da heresia no Egito e na Síria.53

Mas Justiniano não via esses dois alvos como dissociados um do outro. Em realidade, ele reconhecia que uniformidade em questões seculares só poderia ser bem-sucedida com “a mesma uniformidade em questões de fé.” Portanto, “Justiniano desejava reunificar todas as ramificações da Igreja Cristã e abolir todas as heresias”.54 De acordo com James Bryce: Não apenas orgulhava-se de sua ortodoxia, como vários soberanos anteriores haviam feito, mas tinha também grande confiança em sua própria capacidade como teólogo, e tomou parte ativa em todas as controvérsias da época. Sendo um estudante diligente e uma pessoa de algumas pretensões literárias, ele leu e escreveu consideravelmente sobre assuntos teológicos.55

Algumas decisões eclesiásticas muito significativas foram tomadas por Justiniano.56 Como um “campeão da ortodoxia”, ele “proibiu impiedosamente tanto o paganismo quanto a heresia”.57 R. W. Collins explica que os devotos das divindades pagãs foram privados de todos os direitos civis; assim eles não podiam exercer ofícios públicos, deixar como herança suas propriedades, ou servir como testemunha num julgamento. A pena de morte foi decretada a todos os que secretamente praticassem um culto pagão ou, uma vez convertidos, retornassem à sua antiga fé. Os filhos de pais pagãos deveriam ser tomados destes, batizados e instruídos na religião cristã. Todos os templos restantes eram convertidos em igrejas cristãs ou destruídos. Como um sopro final contra o paganismo, a Academia de Atenas, o último refúgio da filosofia pagã, foi fechada [em 529], seus professores foram dispersos, e suas doações, confiscadas.58

Considerando “a unidade da fé em um estado bem-organizado tão essencial quanto a unidade política”,59 Justiniano realizou um trabalho incomparável como “codificador e consolidador das leis preexistentes”, e como legislador, preparando “novas leis” que foram incorporadas em sua famosa Corpus Juris Civilis.60 Essa obra inclui não apenas leis civis, mas também leis eclesiásticas, por meio das quais a supremacia eclesiástica do papa foi oficialmente legalizada.61

Na segunda edição do seu Codex, publicado no dia 16 de novembro de 534,62 aparece uma carta escrita por Justiniano ao Papa João II, em 53363, na qual ele reconhece o papa como “o cabeça de todas as Sagradas Igrejas”. Justiniano inicia sua carta com as seguintes palavras:

Justiniano, Vitorioso, Pio, Feliz, Renovado, Triunfante, sempre Augusto, a João, Patriarca, e o mais Santo Arcebispo da justa Cidade de Roma: Com honra à Sé Apostólica, e à Vossa Santidade, que é e sempre tem sido lembrada em Nossas orações, tanto agora como anteriormente, e honrando vossa alegria, como é próprio no caso de alguém que é considerado como um pai, Nós nos apressamos em trazer ao conhecimento de Vossa Santidade tudo o que esteja relacionado com a condição da Igreja, uma vez que sempre tivemos o maior desejo de preservar a unidade da Sé Apostólica, e a condição das Santas Igrejas de Deus, como elas existem no tempo presente, para que permaneçam sem distúrbios ou oposições. Portanto, Nós Nos empenhamos em unir todos os sacerdotes do Oriente e sujeitá-los à Sé de Vossa Santidade, e, em consequência das questões levantadas presentemente, embora elas sejam evidentes e livres de qualquer dúvida, e, de acordo com a doutrina da vossa Sé Apostólica, são observadas constantemente com firmeza e pregadas por todos os sacerdotes, Nós ainda consideramos necessário que elas sejam trazidas à atenção de Vossa Santidade. Pois não permitimos que nada que diga respeito à condição da Igreja, embora o que cause as dificuldades seja claro e livre de dúvida, seja discutido sem que seja trazido ao conhecimento de Vossa Santidade, porque Vós sois o cabeça de todas as Santas Igrejas, pois Nós Nos empenharemos de todas as formas (como já mencionado) para aumentar a honra e a autoridade da Vossa Sé.64

É importante notar também a maneira como o papa enfatizou sua própria autoridade em uma carta escrita a Justiniano:

João, Bispo da Cidade de Roma, ao seu mais Ilustre e Misericordioso Filho Justiniano: Entre as conspícuas razões para louvar a vossa sabedoria e nobreza, Mais Cristão dos Imperadores, e um que irradia luz como uma estrela, se encontra o fato de que pelo amor do Pai, e movido pelo zelo pela caridade, tu, instruído em disciplina eclesiástica, tens mantido a reverência pela Sé de Roma, e tens subjugado todas as coisas à sua autoridade, e lhe tens dado unidade. O seguinte preceito foi comunicado ao seu fundador, isto é, ao primeiro dos Apóstolos, pela boca do Senhor, a saber: “Apascenta os meus cordeiros”. Esta Sé é, em realidade, a cabeça de todas as igrejas, como assegurado pelos preceitos dos Pais e decretos dos Imperadores, e testificado pelas palavras de vossa mais venerável piedade.65

No mesmo ano (533), Justiniano promulgou um edito “contra todos os hereges”.66 Também em 533, um acordo de paz foi firmado entre os persas e os romanos, e os laureados filósofos pagãos, que se refugiaram entre os persas após Justiniano haver decretado o fechamento da escola deles em Atenas (529), “desapareceram gradativamente nas escolas públicas e seminários de erudição, que deixaram, com o passar do tempo, de estar sobre a direção deles”.67

Uma das maiores evidências do interesse de Justiniano nas questões da Igreja pode ser observado, entretanto, “nos edifícios que ele construiu por todo o império”.68 O maior deles foi a Igreja da Hagia Sophia, ou a Igreja da Sagrada Sabedoria, que “foi designada para ser o símbolo visível do poder imperial”, e da qual o imperador considerava-se a si mesmo o representante terrestre”.69 Construída em Constantinopla e dedicada no dia de Natal de 537, esse edifício tem sido considerado “o mais magnífico monumento da arte bizantina da época” e “o mais importante edifício na história da arte cristã”.70

O ano de 538 d.C.

Como visto anteriormente, muitos eventos importantes ocorreram durante o período anterior a 538, preparando o caminho para a supremacia papal da Idade Média. Embora Justiniano houvesse reconhecido oficialmente em 533 a primazia eclesiástica do papa, a Igreja de Roma ainda não tinha liberdade política para exercer sua supremacia. Desde a queda do Império Romano (476), Roma estava sempre sob domínio de um rei ariano. Os hérulos dominaram Roma até o tempo em que o seu rei Odoacro foi assassinado por Teodorico, em 493.71 Em 534, os vândalos foram completamente derrotados por Belisário e o seu exército. Mas Roma ainda não havia sido libertada do domínio dos ostrogodos.

Em realidade, Roma, de acordo com Hodgkin, foi bloqueada por 374 dias, durante 537 e 538, pelo grande cerco dos ostrogodos. Mas por volta de 12 de março de 538, “os godos resolveram abandonar o seu cerco a Roma.”72 Herwing Wolfram esclarece que “no dia 21 de junho de 538, Belisário deixou Roma. Pouco depois, Narses, com sete mil homens, desembarcou em Picenum, provavelmente no porto de Firmum-Fermo. A superioridade numérica dos godos era agora uma coisa do passado.”73

Por conseguinte, “em 538, pela primeira vez desde o fim da linhagem imperial ocidental, a cidade de Roma estava livre do domínio de um reino ariano”.74 Isso não significa que naquela época o Império Ostrogodo sucumbiu, “mas a sepultura da monarquia ostrogoda na Itália foi cavada pela derrota desse cerco”.75

Também em 538 foi realizado o Terceiro Sínodo de Orleans,76 no qual “os bispos reunidos declararam a sua intenção de restabelecer as antigas leis da Igreja e aprovar novas leis”.77 Entre os 33 cânones, havia um (Cânone 13) no qual é dito que “os cristãos não devem se casar com judeus, nem mesmo comer com eles”;78 e outro (Cânone 28) diz:

É uma superstição judaica a noção de que é ilegal cavalgar ou dirigir no Domingo, ou fazer qualquer coisa para decorar a casa ou a pessoa. Mas os trabalhadores do campo são proibidos, de maneira que o povo tenha condições de vir à igreja e adorar. Qualquer que agir de outra forma será punido, não pelos leigos, mas pelos bispos.79

No dia 29 de junho de 538, o Papa Virgílio respondeu uma carta de Profuturo, Bispo de Braga, na Lusitânia, na qual ele “condena aqueles que se abstêm de certos tipos de carnes, alegando serem proibidas, ou más em si mesmas, como se procedessem de um princípio mau; que foi a doutrina dos maniqueus”.80

O fato de Virgílio ser levado a Constantinopla e mantido lá por sete anos (547-554),81 por não haver obedecido à vontade imperial, não significa que naquela época não houvesse um poder eclesiástico para apoiar as ambições católico-romanas. O verdadeiro problema foi que Justiniano, “que se orgulhava de seu conhecimento teológico e que tinha um amor apaixonado por sutis debates teológicos”, não estava satisfeito apenas em convocar concílios, sancionar ou revogar seus decretos, formular confissões de fé, e proferir veementes anátemas; ele estava determinado mesmo “a dominar o Papa, bem como a Igreja oriental”.82

De acordo com Bémont e Monod, À medida que o bispo de Roma estava se tornando, desta maneira, o primata indisputável da Itália, e exercendo uma função de liderança na Igreja universal, ele começou a se envolver em questões temporais, não apenas em Roma, mas também no Império, e mesmo entre os reinos bárbaros. Até o sexto século, todos os papas são declarados santos nas martirologias. Virgílio (537-555) foi o primeiro de uma série de papas a não mais trazerem esse título, que foi conferido parcimoniosamente desde aquele tempo. Dessa época em diante, os papas, cada vez mais envolvidos em assuntos temporais, não pertenciam apenas à Igreja; eles são homens de Estado, e, então, governantes do Estado.83

Platt e Drummont declaram que “poucos imperadores da Roma antiga tiveram tanto poder como o Papa durante a Idade Média”.84

Do que foi dito sobre o contexto histórico de 538 d.C., podemos concluir que (1) a despeito do fato de Símaco ter legalmente de se submeter algumas vezes ao herético rei ariano Teodorico, ele não apenas se considerava superior ao governante secular, mas chegou mesmo a se auto-denominar “juiz em lugar de Deus” e “subgerente do Altíssimo”;85 (2) Justiniano I não apenas chamou o papa de “o cabeça de todas as Sagradas Igrejas”,86 mas também legalizou oficialmente a supremacia eclesiástica do papa; e (3) foi somente em 538 que a cidade de Roma se tornou livre do domínio de qualquer reino ariano “herético”, e a Igreja de Roma foi capaz de desenvolver mais efetivamente a sua supremacia eclesiástica.

A seguinte declaração é muito significativa para se obter uma clara idéia do relacionamento entre 533 e 538, como mencionado anteriormente:

Embora esse reconhecimento legal da supremacia eclesiástica do papa seja datado de 533, é óbvio que o edito imperial não pôde se tornar efetivo para o papa enquanto o reino ariano dos ostrogodos controlava Roma e grande parte da Itália. Foi somente após o domínio dos godos ter sido quebrado que o papado teve liberdade para desenvolver plenamente o seu poder. Em 538, pela primeira vez desde o fim da linhagem imperial ocidental, a cidade de Roma estava livre do domínio de um reino ariano. Naquele ano, o reino dos ostrogodos recebeu o seu golpe mortal (embora os ostrogodos sobrevivessem mais alguns anos como um povo). Esta é a razão porque 538 é uma data mais significativa do que 533.87

Resumo e conclusões

Uma análise da história do Cristianismo revela que vários passos importantes ocorreram entre os séculos quarto e sexto no processo pelo qual a Igreja Romana tornou-se cada vez mais influente em questões seculares. Esse processo culminou na união entre a Igreja e o Estado.

No tempo de Constantino, o Cristianismo obteve liberdade de culto, tornando-se uma das religiões oficiais do Estado. Os imperadores subsequentes avançaram mais e mais na direção de transformar o Cristianismo na religião exclusiva do Estado. Após o saque de Roma pelos visigodos em 410, Agostinho escreveu sua famosa obra A Cidade de Deus, na qual ele expôs “o ideal católico de uma igreja universal em controle de um estado universal”, provendo “a base teocrática para o papado medieval”.88 A conversão de Clóvis, rei dos francos, foi um evento muito significativo em prover a unificação da Europa Ocidental para apoiar o papado durante a primeira metade da Idade Média. E a guerra de Clóvis contra os visigodos arianos e sua vitória sobre eles em 508, representa um passo importante em prover um exército efetivo para a Igreja Católica Romana punir os “hereges”.

A despeito do fato de o Papa Símaco ser fortemente acusado e ter de se submeter ao julgamento do herético rei ariano Teodorico, ele se considerava superior ao governante secular e foi chamado até mesmo de “juiz em lugar de Deus” e “subgerente do Altíssimo”.89 Já em 533, Justiniano, imperador do Império Bizantino, reconheceu a supremacia eclesiástica do papa quando o chamou de “a cabeça de todas as Sagradas Igrejas”,90 e, no ano seguinte (534), esse status foi legalizado oficialmente na segunda edição do Codex. Mas foi somente em 538 que a cidade de Roma acabou sendo libertada do domínio de um “herético” reino ariano, e a Igreja Romana foi capaz de desenvolver mais efetivamente sua supremacia eclesiástica.

Podemos concluir, com base nas discussões anteriores, que, se tomarmos os eventos ocorridos em 508 e 538 isoladamente, sem levar em consideração os seus respectivos contextos históricos, poderemos ser tentados a negar a validade de se escolher essas datas como pontos de partida para os períodos proféticos dos 1.290 e 1.335 anos, e para os 1.260 anos. Mas se considerarmos os anos de 508 e 538 à luz dos seus respectivos antecedentes históricos, perceberemos que não existe qualquer razão para negarmos a importância histórica de tais datas no longo processo de estabelecimento da autoridade temporal do Bispo de Roma.


Referências

1 Uma versão preliminar deste artigo foi publicada na Revista Teológica do Salt-Iaene 3 (janeiro-junho de 1999): 40-54. 

2 Conceitos úteis sobre o princípio “dia-ano” de interpretação profética são providos em William H. Shea, Selected Studies on Prophetic Interpretation, Daniel and Revelation Committee Series, vol. 1 ([Washington, DC: Biblical Research Institute, General Conference of Seventh-day Adventists], 1982); Alberto R. Timm, “Miniature Symbolization and the Year-Day Principle of Prophetic Interpretation,” Andrews University Seminary Studies 42 (primavera de 2004):149-167; publicado em português sob o título “Simbolização em miniatura e o princípio ‘dia-ano’ de interpretação profética”, Parousia 3 (nº 1): 33-46. 

3 Siegfried J. Schwantes demonstrou que, de acordo com Gênesis 1, a expressão “tardes e manhãs” representa “dias.” Ver S. J. Schwantes, “‘Ereb Boqerof Dan 8:14 Re-examined”, Andrews University Seminary Studies 16 (outono de 1978): 375-385. 

4 O desenvolvimento da compreensão inicial dos adventistas do sétimo dia dos 1.260, 1.290 e 1.335 dias-anos é apresentado em P. Gerard Damsteegt, Foundations of the Seventh-day Adventist Message and Mission (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1977): 20-25, 38-40, etc. Ver também Alberto R. Timm, “Os 1290 e 1335 Dias de Daniel”, Ministério (Brasil), maio-junho de 1999, pp. 16-18; disponível em inglês como “The 1.290 and 1.335 Days of Daniel 12,” em http://biblicalresearch.gc.adventist.org/documents/daniel12.htm. 

5 Ver Artaud de Montor, The Lives and Times of the Roman Pontiffs, from St. Peter to Pius IX (New York: D. & J. Sadlier, 1866), 2:486-513; Ludwig von Pastor, The History of the Popes from the Close of the Middle Ages (London: Routledge and Kegan Paul, 1953), 40:332-339; J. N. D. Kelly, The Oxford Dictionary of Popes (Oxford: Oxford University Press, 1986), 302; S. J. Watson, By Command of the Emperor: A Life of Marshal Berthier (London: Bodley Head, 1957), 67-70; Owen Chadwick, The Popes and European Revolution, Oxford History of the Christian Church (Oxford: Clarendon Press, 1981), 462-471. 

6 Por exemplo, Bernard Grun, em sua obra The Timetables of History, nova 3ª ed. rev. (New York: Simon & Schuster, 1991), não apresenta qualquer evento histórico significativo relacionado tanto a 508 quanto a 538 d.C. 

7 Uriah Smith, The Prophecies of Daniel and the Revelation, ed. rev. (Nashville, TN: Southern Publishing Association, 1944), 266-279, 323-334. 

8 C. Mervyn Maxwell, “An Exegetical and Historical Examination of the Beginning and Ending of the 1260 Days of Prophecy with Special Attention Given to A.D. 538 and 1798 as Initial and Terminal Dates” (dissertação de mestrado, Seventh-day Adventists Theological Seminary, 1951). 

9 Lars P. Qualben, A History of the Christian Church (Nova York: Thomas Nelson and Sons, 1940), 116. 

10 Earle E. Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos: Uma História da Igreja Cristã, trad. Israel Belo de Azevedo (São Paulo: Vida Nova, 1984), 100. 

11 Ibid. 

12 Ibid., 127. Ver também M. Creighton, A History of the Papacy from the Great Schism to the Sack of Rome (Londres: Longmans, Green, and Co., 1907), 1:7-8. 

13 Cairns, 100. 

14 Qualben, 116. 

15 Daniel Walther, “I Believe… in the Millennium”, Review and Herald, 4 de maio de 1972, 5. 

16 Cairns, 100-101. 

17 Katherine F. Drew, “Barbarians, Invasions of”, em Joseph R. Strayer, ed., Dictionary of the Middle Ages (Nova York: Charles Scribner’s Sons, 1983), 2:90-91. 

18 Ver R. H. Barrow, Introduction to St Augustine,The City of God (Londres: Faber and Faber, [1950]), 17. Em português, ver Santo Agostinho, A Cidade de Deus (contra os pagãos) (Petrópolis, RJ: Vozes, 1990). 

19 Thomas Merton, “Introduction”, em Saint Augustine, The City of God (Nova York: Modern Library, 1950), ix. 

20 Edward R. Hardy, Jr., “The City of God”, em Roy W. Battenhouse, ed., A Companion to the Study of St. Augustine (Nova York: Oxford University Press, 1955), 257. 

21 Ross William Collins, A History of Medieval Civilization in Europe (Boston: Ginn and Company, s.d.), 102. 

22 Qualben, 126. 

23 Cairns, 103. 

24 Walter C. Perry, The Franks, from Their First Appearance in History to the Death of King Pepin (Londres: Longman, Brown, Green, Longmans, and Roberts, 1857), 75. 

25 H. M. Gwatkin e J. P. Whitney, The Cambridge Medieval History (Nova York: Macmillan, 1926), 2:111. 

26 George B. Adams, Civilization during the Middle Ages (Nova York: Charles Scribner’s Sons, 1914), 140. 

27 Cf. Brian Tierney e Sidney Painter, Western Europe in the Middle Ages: 300-1475, 3ª ed. (Nova York: Alfred A. Knopf, 1978), 54: “A história contada sobre a conversão de Clóvis é semelhante à de Constantino.” 

28 Gwatkin e Whitney, 112. 

29 Cf. Thomas Hodgkin, Theodoric the Goth; the Barbarian Champion of Civilization (Nova York: G. P. Putnam’s Sons, 1894), 189-190: “Clóvis, elevando os seus olhos aos céus e derramando lágrimas em agonia de alma, disse: ‘Ó Jesus Cristo!, a quem Clotilde declara ser o filho do Deus vivo, e de quem é dito dar ajuda aos abatidos e a vitória aos que em ti confiam, eu humildemente oro por tua gloriosa ajuda, e prometo que se me concederes a vitória sobre esses inimigos, eu crerei em ti e serei batizado em teu nome. Pois eu clamei aos meus próprios deuses e cheguei à conclusão de que eles não são de nenhum poder e não ajudam àqueles que os buscam.’” 

30 Archibald Bower, The History of the Popes (Philadelphia: Griffith & Simon, 1844), 295. 

31 Jean Hubert, “Clovis,” in Warren E. Preece, ed., Encyclopædia Britannica (Chicago, IL: Encyclopedia Britannica, 1971), 5:952. 

32 Hodgkin, Theodoric the Goth, 190. 

33 Cairns, 104. 

34 Harry Rosenberg, “The West in Crisis”, em Tim Dowley, ed., Eerdmans’ Handbook to the History of Christianity (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1977), 220. 

35 Adams, 135. 

36 Ephraim Emerton, An Introduction to the Study of the Middle Ages (375-814) (Boston: Ginn and Company, 1916), 66. 

37 William J. Courtenay, “Clovis I”, em The McGraw-Hill Encyclopedia of World Biography (New York: McGraw-Hill, 1973), 3:56 (grifos acrescentados). 

38 Gwatkin e Whitney, 112 (grifos acrescentados). 

39 Ibid., 113 (grifo acrescentado). 

40 Thomas R. Buchanan, “Clovis”, em William Smith e Henry Wace, eds., A Dictionary of Christian Biography, Literature, Sects and Doctrines (Boston: Little, Brown, and Company, 1877), 1:582: “Que o elemento religioso foi muito poderoso nessa guerra (Rückert, i. 324) é evidente da carta de Clóvis aos bispos (Bouquet, l.c.), das tentativas inúteis de Alarico para confirmar a lealdade dos seus súditos católicos e romanos (Richter, p. 39, nota 2), e do que Cassiodoro (Var. iii. Ep. 1-4) nos diz das negociações anteriores à guerra.” 

41 Perry, 85 (grifos acrescentados). 

42 Auguste Dumas, “Clovis I”, em Alfred Baudrillart, A. De Meyer e Et. Van Cauwenbergh, eds., Dictionnaire D’Histoire et de Géographie Ecclésiastiques (Paris: Librairie Letouzey et Ané, 1956), 13:30. Ver também Gwatkin e Whithey, 115; Smith e Wace, 1:582-583. Cf. Jean Hubert, “Clovis”, em Encyclopaedia Britannica (Chicago: Encyclopaedia Britannica, 1971), 5:952: “Essa história [da visita de Clóvis a Tours em 508], uma vez questionada por alguns historiadores, tem sido corroborada, até certo ponto, por investigações posteriores.” 

43 Adams, 137. 

44 Victor Duruy, The History of the Middle Ages (Nova York: Holt and Company, 1904), 29. Cf. Strayer, ed., Dictionary of the Middle Ages, 2:94: “Em 508 ele [Clóvis] conseguiu eliminar todos os reis francos rivais, muitos dos quais eram parentes próximos.” 

45 Cairns, 104. 

46 Duruy, 32 (grifos acrescentados). 

47 Adams, 142 (grifos acrescentados). 

48 Ibid., 141. 

49 Cairns, 127. 

50 Charles J. Hefele, A History of the Councils of the Church, from the Original Documents (Edinburgh: T. & T. Clark, 1895), 4:59-62, 71, 74. 

51 John L. Mosheim, An Ecclesiastical History, Ancient and Modern, from the Birth of Christ, to the Beginning of the Eighteenth Century (Londres: Impresso para R. Baynes, 1819), 2:113. 

52 M. Gosselin, The Power of the Pope During the Middle Ages; or, An Historical Inquiry into the Origin of the Temporal Power of the Holy See, and the Constitutional Laws of the Middle Ages Relating to the Deposition of Sovereigns (Baltimore: J. Murphy & Co., 1835), 1:186 (grifos acrescentados). 

53 Daniel D. McGarry, Medieval History and Civilization (Nova York: Macmillan, 1976), 119 (grifos acrescentados). 

54 Shepard B. Clough, ed., A History of the Western World: Ancient Times to 1715 (Lexington, MA: D. C. Heath, 1969), 200. 

55 James Bryce, “Justinianus I”, em Smith e Wace, 3:545 (grifos acrescentados). 

56 Ver ibid., 545-551. 

57 Collins, 156. 

58 Ibid., 156-157. 

59 Ibid., 156. 

60 Ver Smith e Wace, 551-559. 

61 Ver LeRoy E. Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers (Washington, DC: Review and Herald, 1950), 1:501-517. 

62 Smith e Wace, 554. De acordo com ibid., 553, a primeira edição do Codex foi formalmente promulgado em abril de 529. 

63 Cf. Maxwell, 82-83; Richard F. Littledale, The Petrine Claims (London: Society for Promoting Christian Knowledge, 1889), 291-293. 

64 The Code of Justinian, 2ª ed., livro 1, título 1. Republicado em S. P. Scott, The Civil Law (Cincinnati: Central Trust Company, s.d.), 12:11-12 (grifos acrescentados). 

65 Ibid., 12:10-11 (grifos acrescentados). Lamentavelmente, não foi possível ao autor do presente artigo descobrir a data dessa carta. 

66 Richard F. Littledale, The Petrine Claims (Londres: Society for Promoting Christian Knowledge, 1889), 291 (grifos acrescentados). 

67 Mosheim, 2:109. 

68 Collins, 157. 

69 A History of the Western World, 199. 

70 Collins, 158. 

71 Thomas Hodgkin, Italy and Her Invaders (Oxford: Clarendon Press, 1896), 3:212, 620-626. 

72 Ibid., 4:250. Cf. Sir Edmund Barrow, The Growth of Europe Through the Dark Ages: A.D. 401-1100 (Londres: H. F. & G. Witherby, 1927), 71-72: “O cerco durou todo um ano, de fevereiro ou março de 537 a março de 538. … Os godos tentaram negociar, mas sem sucesso, e em março de 538 Vitiges suspendeu o cerco e se retirou na direção do norte.” 

73 Herwig Wolfram, History of the Goths, trad. Thomas J. Dunlap, ed. rev. (Berkely, CA: University of California Press, 1988), 346. 

74 Seventh-day Adventist Bible Commentary, 4:826-827. 

75 Froom, 1:515; Hodgkin, Italy and Her Invaders, 251-252. 

76 Ver Hefele, 204-209. 

77 Ibid., 205 (grifos acrescentados). 

78 Ibid., 207. 

79 Ibid., 208-209 (grifos acrescentados). 

80 Archibald Bower, The History of the Popes, from the Foundation of the See of Rome, to the Present Time (Londres: Impresso para o autor, 1750), 2:375-376 (primeiro grifo acrescentado). 

81 De acordo com A. Bower, Virgílio chegou “em Constantinopla no dia 25 de janeiro de 547” (ibid., 384), e embarcou em seu retorno a Roma, levando consigo um “Constituição datada de 13 de agosto [de 554]” (ibid., 415-416). 

82 Collins, 156, 158. 

83 Charles Bémont e G. Monod, Medieval Europe from 395 to 1270 (Nova York: Henry Holt, 1902), 120-121. 

84 Nathaniel Platt e Muriel J. Drummond, Our World Through the Ages (Nova York: Prentice-Hall, 1954), 141. Estes dois historiadores datam a Idade Média de ca. 500 a ca. 1500, de acordo com ibid., 134. 

85 Mosheim, 2:113. 

86 Scott, 12:12. 

87 Seventh-day Adventist Bible Commentary, 4:827. 

88 Ibid., 836. 

89 Mosheim, 2:113. 

90 Scott, 12:12. 


Fonte: Revista Parousia, 1° Semestre de 2005, UNASPRESS

PDF: A importância das datas de 508 e 538 d.C. para a supremacia papal

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O selo de Deus e a Marca da Besta. https://asprofecias.com.br/o-selo-de-deus-e-a-marca-da-besta/ Sat, 02 Jun 2018 01:09:05 +0000 https://profeciadoarmagedom.wordpress.com/?p=247 O SELO DE DEUS E A MARCA DA BESTA

 

sinete-para-lacre-cUm dos assuntos mais mal compreendido da Bíblia esta na profecia que aborda a marca da besta. São muitas as interpretações que são apresentadas, mas falta uma analise mais profunda e baseada na maneira correta de interpretar as profecias.

Tenho viajado o país pregando em varias igrejas de nossa fé, e percebo o quanto ainda temos muito que falar sobre este assunto. O selo de Deus é amplamente analisado e esta contido nas doutrinas da Igreja Adventista, mas sobre a marca especificamente ainda paira algumas interpretações que se tornam uma verdadeira armadilha para quem crê ou mesmo para quem apenas ouviu falar.

Devo ressaltar que muitos de nossos irmãos vieram e ainda continuam a vir, graças ao chamado do Espírito Santo, saindo de congregações onde o método de interpretação bíblica não é o mesmo orientado por Deus, mas criação Humana, e já estudamos isto num outro artigo chamado “Interpretações”  que publiquei neste site. São pessoas sinceras e viviam num ambiente onde se acreditava da forma  que lhes era passado e infelizmente muitas vezes baseado em interpretações que estão erradas.  Não estou aqui julgando esta ou aquela igreja, mas dizendo que precisamos ter um estudo mais minucioso da palavra de Deus e nisto estaremos cumprindo inclusive a própria ordem divina que é “Examinais as escrituras…” .

666vCom os conceitos baseados nestas interpretações, muitos são forçados a crer numa marca ou sinal físico, real, implantado segundo alguns, ou mesmo uma demonstração exterior em forma de tatuagem. É o que ocorre por exemplo com os membros da seita Crescendo em Graça, do porto-riquenho José Luis de Jesus Miranda,  que utilizam a marca “666” em seus seguidores. Se não fosse o suficiente alguém declarar ser “Jesus Cristo Homem”, afirmação claramente em desacordo com a bíblia que em nenhum lugar aponta que haveria um outro Jesus, José Luis de Jesus Miranda diz que esse número é o número de Deus e por isso todos os membros de sua igreja o tatuam em seus corpos pois é a forma que eles encontraram para “aceitar” Jesus, no caso o Jesus porto-riquenho. Infelizmente mesmo após a sua morte em 2013 por cirrose hepática, fruto de uma vida regrada ao álcool, o erro continua. Agora a família trava uma batalha na justiça pela posse dos milhões de dólares, angariados através das ofertas de seus seguidores e a viúva do líder religioso, Lisbet Jesus Garcia, tomou seu posto à frente da seita Crescendo em Graça e se declarou o arcanjo Miguel.

Eu poderia apontar outras dezenas de formas e erros de interpretação deste assunto, porem apesar de ficar interessante, desviaria de nosso objetivo principal, que neste caso não é fixar nos erros mas apontar a verdade por detrás de tantas teorias para nos fortalecer no que a Bíblia realmente ensina e a utilizando como fonte primaria.

O que desejo nesta publicação é responder a uma pergunta: Será a marca da besta um sinal físico? Um implante tecnológico como por exemplo o Micro-chip amplamente divulgado nos últimos anos e tido como algo que deve gerar terror nos fieis servos de Deus?  A marca é um carimbo, uma tatuagem com o numero 666 que será de alguma forma colocada nas pessoas como sinal aparente?

Nós vamos começar um estudo que foi e esta sendo alvo de mais de 16 anos de análise das escrituras, vendo e se aprofundando em diversas fontes que podem trazer à luz a verdadeira face da marca da besta e nos levar a escolher a proteção do selo de Deus.

Primeiramente uma advertência aos pregadores:

textoEsta palavra do Senhor veio a mim:  “Filho do homem, fale com os seus compatriotas e diga-lhes: Quando eu trouxer a espada contra uma terra e o povo dessa terra escolher um homem para ser sentinela, e ele vir a espada vindo contra a terra e tocar a trom­beta para advertir o povo,  então, se alguém ouvir a trombeta mas não der atenção à advertência e a espada vier e tirar a sua vida, este será responsável por sua própria morte. Uma vez que ele ouviu o som da trombeta mas não deu atenção à advertência, será responsável por sua morte. Se ele desse atenção à advertência, se livraria.  Mas, se a sentinela vir chegar a espada e não tocar a trombeta para advertir o povo e a espada vier e tirar a vida de um deles, aquele homem morrerá por causa de sua iniquidade, mas considerarei a sentinela responsável pela morte daquele homem.  “Filho do homem, eu fiz de você uma sentinela para a nação de Israel; por isso, ouça a minha palavra e advirta-os em meu nome.  Quan­do eu disser ao ímpio que é certo que ele morrerá e você não falar para dissuadi-lo de seus caminhos, aquele ímpio morrerá por sua iniquidade, mas eu considerarei você responsável pela morte dele.  Entretanto, se você de fato advertir o ímpio para que se desvie dos seus caminhos e ele não se desviar, ele morrerá por sua iniquidade, e você estará livre da sua responsabilidade.  Ezequiel 33:1 a 9

Como pode ver a responsabilidade que recai sobre os pregadores da palavra de Deus é imensa. Trata não somente de sua própria salvação como a de muitos de seus ouvintes.

Ellen White, pregadora do século passado  e uma das expoentes da nossa igreja, serva de Deus, ao ser inspirada por nosso criador escreveu: Ao vir a sacudidura, pela introdução de falsas teorias, esses leitores superficiais não ancorados em parte alguma, são como a areia movediça. Escorregam para qualquer posição para agradar a tendência de seus sentimentos de amargura. Testemunhos Para Ministros, pág. 112.

E em outra parte de seu livro Testemunhos Para Ministros, ela adverte sobre o que ocorre aos que deixam de lado o estudo e a permanente atenção às verdades que Deus revela ao seu povo, dando lugar a teorias ou mesmo distrações que desviam nossa atenção às advertências para o tempo do fim.

Abriram o coração à semeadura do joio; o joio brotou entre o trigo. Eles o fortaleceram; a seara do trigo tornou-se cada vez menor; e a preciosa verdade para eles perdeu o seu poder. Testemunhos Para Ministros, pág. 411

Quero lembra-los de que o conflito entre o bem e o mal começou num lugar onde não poderíamos imaginar e doravante desejo que você tome a posição de quem esta investigando um assunto e sendo assim, formando em sua mente perguntas e usando a lógica que te levarão a um estudo mais aprofundado das profecias.

conflito1Veja no capitulo 14 do livro de Isaías encontramos uma passagem bíblica que nos reporta ao inicio do grande conflito. “Como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. Isaías 14:12-14

Analise comigo alguns fatos importantes desta narração. Primeiramente identificamos claramente a pessoa de satanás nestes versos e inclusive percebemos que no termo “tu que debilitavas as nações” Satanás é apresentado aqui como sendo o que ordenava as hostes celestes, que regia os anjos do céu. Nasceu nele, e não podemos explicar como, o desejo de ser Deus, de colocar seu trono acima das estrelas do criador, de ser exaltado pela congregação que naquela ocasião eram compostas por todos os anjos do céu. Muitos dizem que o pecado de satanás foi a inveja, mas na verdade foi um conjunto de erros. Inveja, cobiça, falso testemunho, maquinar o mal, orgulho… seja lá o que mais. O importante é atentarmos no versículo para algo que é determinante na mente do inimigo e que põe em risco muitos ainda hoje; satanás queria ser adorado assim como nosso senhor era e ele briga ainda pela atenção de uma congregação, mas agora não a do céu porque foi expulso de lá, mas as diversas que estão aqui na terra.

Sim exatamente, nosso inimigo trava uma batalha aqui na terra pela atenção e adoração dos fieis e usa uma arma poderosa para conseguir seu intento: A contrafação.

contrafaçaoVeja contrafação é algo que parece igual, semelhante  mas não é verdadeiro, alias no dicionário da língua portuguesa, contrafação é traduzida por: Imitação, Falsificação, Disfarce, fingimento, Constrangimento. Nós encontramos diversos textos e sinais de como ele utiliza esta técnica e de como a bíblia nos mostra os acontecimentos que nos evidenciam este método. No livro de apocalipse encontramos alguns contrastes que podem nos ajudar: Jerusalém a cidade de Deus X Babilônia a cidade do pecado, a mulher pura do capitulo 12 X a prostituta do capitulo 17, o cordeiro de Deus X a besta do apocalipse, o cordeiro é morto X a besta é ferida,  e destaco uma das contrafações mais perigosas, o cordeiro que foi morto ressuscita e a besta que não tem poder para ressuscitar é curada e vemos nisto dois grandes pontos para estudarmos. A resposta de Deus para a morte é a ressurreição em Cristo, mas satanás que não tem poder para ressuscitar, lança ao mundo a teologia da reencarnação que no seu fim dispensa a figura do salvador já que a pessoa vai se purificando de seus erros ao longo de suas reencarnações.  Abaixo você tem uma breve historia sobre esta teologia.

Fontes Orientais da Sabedoria CristãA reencarnação tem uma longa historia e alguns teólogos apontam seu inicio com as civilizações egípcias, mas outros apontam seu apse nas religiões orientais tais como no hinduísmo o grande progenitor das religiões orientais. Já  no século 6 antes de Cristo, duas novas religiões foram organizadas na Índia, ambas egressas do hinduísmo e ainda existentes. A primeira é o jainismo, fundado pelo príncipe indiano Nataputa Vardamana (cerca de 599 a 537 a.C.). A segunda é o budismo, fundado por Siddharta Gautama, mais conhecido como o Buda (563-483 a.C.). A maior preocupação de Vardamana e de Gautama, mais ou menos contemporâneos dos profetas bíblicos Ageu, Zacarias e Malaquias, era como atravessar o “rio” que separa a samsara (o ciclo interminável de renascimentos) do moksha (a soltura ou a libertação final).

Um século depois da “invasão” do cristianismo no Oriente, começou a “invasão” das religiões orientais no Ocidente. É curioso observar que o primeiro missionário protestante das missões modernas, o inglês William Carey, chegou à Índia em 1793, com a idade de 32 anos. O professor indiano que fundou a Sociedade Vedana chegou aos Estados Unidos exatamente 100 anos depois, em 1893, com a mesma idade de Carey (32 anos). Carey pregava o perdão de pecados mediante o sacrifício vicário de Jesus Cristo e Vivekananda pregava o contrário: todo mal cometido será reparado com expiações pessoais nesta e em novas e difíceis encarnações.

espiritismo2Foram necessários mais de 1.600 anos para a reencarnação receber dois de seus maiores impulsos modernos. O primeiro se deu na França por meio de um médico de excelente formação acadêmica chamado Hippolyte Léon Denizad Rivail (1804-1869), que adotou o nome de Allan Kardec, de quem se dizia reencarnação. Com a publicação do primeiro de seus sete livros (O Livro dos Espíritos), em abril de 1857, Kardec deu início a uma nova religião, conhecida como espiritismo (mais preciso que o espiritualismo, nascido um pouco antes nos Estados Unidos) ou kardecismo, que se desenvolveu muito mais no Brasil do que na Europa. O segundo grande impulso nasceu nos Estados Unidos 18 anos depois, em 1875, graças ao esforço conjunto da ucraniana Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891) e do americano Henry Steel Olcott (1832-1907). Os dois fundaram em Nova York a Sociedade Teosófica, mais tarde transferida para Adyar, na Índia. Em seu livro A Doutrina Secreta, Blavatsky afirma que “a doutrina básica da filosofia esotérica não admite privilégios ou dons especiais no homem, exceto os conquistados pelo seu ego, através do esforço pessoal e mérito, mediante uma longa série de metempsicoses e reencarnações”. Especialmente com Kardec, a doutrina da reencarnação passou a ser difundida com grande ímpeto. ( revista Ultimato edição 270 maio-junho 2001)

Agora outro ponto importante e que desejo que você caro leitor aplique o seu raciocínio lógico é para um fato que é crucial no desvendar do que é a marca da besta e o selo de Deus. Como vimos satanás tem o objetivo de ser adorado e faz uso da contrafação para forçar ou mesmo ganhar seus seguidores. Nisto podemos afirmar que ele ainda luta pela congregação e se suas atitudes são de misturar a verdade com o erro, torcendo o que é certo, posso dizer que se Deus tem o seu povo, a sua cidade, os seus servos, os seus profetas, o seu dia de adoração, o sábado conforme descrito nos dez mandamentos e apontado pelo próprio Deus como sendo o seu selo que distingue o seu povo, podemos então dizer que a marca poderia ser também um dia? Seria lógico seguir este pensamento? Se Deus tem o seu selo e Ele chama o sábado de seu selo, não seria lógico concluir que a marca que obriga a adoração seria também um dia espúrio?

lacre_35-38453Bem vamos começar a desvendar estes pontos, no livro de apocalipse capitulo 7:1 a 3 lemos: “E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar, Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos selado nas suas testas os servos do nosso Deus. Apocalipse 7:1-3″  

Em algumas traduções mais antigas a palavra “selados” é grafado como “assinalados”   mas a maneira exposta não altera o seu sentido. Usei uma versão mais recente para não ser taxado de unilateral, mas o fato é que vemos aqui o anjo pedindo aos demais que estão a segurar os “ventos” ou seja, os últimos acontecimentos desta terra. Vento, nas profecias bíblicas, é o símbolo de “Comoções, lutas, guerras entre os povos e nações” e na passagem há um pedido especial: “Até que havemos assinalados ( selado) nas suas testas os servos de Deus” Note isto é importante, os filhos de Deus terão um sinal que os identifica e logo se você esta examinando as escrituras, vem a pergunta: Que selo é este? E como faço para merecê-lo?

Bem já dei a dica logo acima, quando falei sobre o sábado, mas antes de identificarmos o selo de Deus nos mandamentos, precisamos definir as características de um selo, um selo como o que você  vê e compra hoje para enviar suas correspondências, mesmo que este método de comunicação esteja ficando ultrapassado.  Há três características principais que compõem um selo, vejamos: O selo tem que ter o nome que Identifica a quem pertence, tem que apontar qual o cargo ou autoridade do dono e seu território de domínio.  Quer ver um exemplo? selo de phillipe

Ao lado temos o selo real de Philippe Auguste, ou Filipe Augusto, foi o Rei da França de 1180 até sua morte. Era o filho de Luís VII e de sua terceira esposa Adélia de Champanhe. Ele foi um dos reis mais admirados e estudados da França medieval, não só pela extensão do seu reinado, como também pelas importantes vitórias militares, pelo aumento dos domínios diretos da coroa, principalmente à custa dos reis da Inglaterra, e pelo fortalecimento da monarquia contra o poder dos senhores feudais. Mas o que estamos estudando são as características  do selo, e vemos aqui o nome, seu reconhecimento como Rei e seu território, a França.

Agora leiamos a seguinte passagem: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou. Êxodo 20:8-11”   Note que nesta passagem encontramos as três características que já apontamos

  1. Nome – O quarto mandamento é o único que mostra Deus como sendo único. (Nome)
  2. Cargo – O quarto mandamento é o único que mostra também que Ele é o Criador. (Cargo)
  3. Domínio – O quarto mandamento é o único que diz que Ele domina céus, terra e mar e tudo o que neles há. (Território de Domínio)

Mas além disso temos instruções diretas de Deus sobre este selo: “Santificai os Meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibas que Eu Sou o Senhor, vosso Deus.” Ezequiel 20:20.Veja também Êxodo 31:13 a 18.

“Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica. Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente morrerá; porque qualquer que nele fizer alguma obra, aquela alma será eliminada do meio do seu povo. Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do descanso, santo ao Senhor; qualquer que no dia do sábado fizer algum trabalho, certamente morrerá. Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua.
Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se.
E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.” Êxodo 31:13-18

Dois pontos fundamentais nós encontramos neste texto: Primeiramente podemos ver claramente que o sábado é o ponto que faz separação entre o povo que é de Deus e os demais , será um sinal para sempre… o Segundo ponto que quero salientar é que o próprio Deus foi quem escreveu os mandamentos, vejamos: “E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.” Se foi escrito por nosso Deus pessoalmente é porque é tão importante que para não se ter duvida o próprio Deus escreveu. O que me causa estranheza é que muitas religiões colocaram de lado os mandamentos como se fosse coisa sem importância e ainda por cima determinaram o tempo do fim da lei, coisa que o próprio Deus falou que seria uma “aliança perpétua.” Bom mas você pode estar pensando: ” Concordo com o texto mas tem um problema! O texto foi dado aos Judeus e não a nós Cristãos,  pois nós agora estamos debaixo da graça!”  Neste ponto então eu diria que a única maneira de sermos participantes deste e de outros textos do velho testamento seria nos tornarmos Judeus, não é? pois como a maioria dos evangélicos dizem, o velho testamento foi escrito para os judeus. Então eu vou lhes mostrar algumas passagens que poderão te ajudar neste ponto.

O apóstolo Pedro foi pregar a pessoas que não eram de  origem judaica e em seu  sermão falou:   “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.”1 Pedro 2:9,10

Vamos compreender esta situação: Pedro estava pregando a pessoas não judias “aos estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia; 1 Pedro 1:1  e para estes povos usou três adjetivos que foram dados ao povo de Deus no Êxodo, sim exatamente isto, os três adjetivos  usados por ele: Geração eleita, sacerdócio real e nação santa além de povo adquirido, são encontrados nas palavras de Moisés ao povo hebreu na sua instrução ao povo com as orientações ditas pelo próprio Deus, vejamos: “E subiu Moisés a Deus, e o Senhor o chamou do monte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim; Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel. E veio Moisés, e chamou os anciãos do povo, e expôs diante deles todas estas palavras, que o Senhor lhe tinha ordenado. Êxodo 19:3-7

Vejam que detalhe importante, Pedro esta falando a não Judeus, inspirado pelo mesmo Deus dos Judeus, que este povo que estava ouvindo que “Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.”  E como alcançaram a misericórdia? Porque se tornaram cristãs, sim elas creram em Cristo e no seu poder libertador e o mesmo Deus de Israel  concedeu a eles a cidadania de Filhos e filhas do Deus vivo e consequentemente, Judeus espiritualmente falando.

Mas não para neste ponto, Paulo o apóstolo dos não judeus em outro momento falando aos recém convertidos da cidade de Gálatas disse: “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.” Gálatas 3:26-29

O que Paulo esta falando é que somos participantes das promessas feitas a Abraão quando aceitamos a Cristo, neste ponto não há mais separação de povos ou raças, somos sacerdotes reais, nação santa e povo escolhido de Deus, somos Judeus espirituais.  E se somos Judeus espirituais, somos guardiões da lei e das normas e beneficiários das bênçãos divinas dada aqueles que se mantém fieis.

Portanto é simples: Quando aceitamos a Cristo assumimos a identidade de povo de Deus e com este titulo vem a regra de obedecermos os mandamentos e temos o sábado como nosso diferencial e que irá nos identificar como seguidores do Deus vivo no ultimo conflito desta terra como descrito em apocalipse capitulo 7 1-3 “E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar, Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus.”

Abaixo temos uma lista com passagens bíblicas que podemos consultar e saber quem tanto guardou o sábado:

  1. Adão e Eva – Gênesis 2:3.
  2. Deus – Gênesis 2:1 a 3.
  3. Povo de Deus – Êxodo 16:4,5, 22 a 30.
  4. Estrangeiros em Israel – Isaías 56:6.
  5. Profetas – Ezequiel 20:20.
  6. Jesus – Lucas 4:16.
  7. Virgem Maria – Lucas 23:54 a 56.
  8. Apóstolos – Atos 13:13, 1417:218:4.
  9. Os Salvos no Céu – Isaías 66:22, 23.

Mas há ainda um outro fato que quero salientar , me responda: A guarda do sábado foi dada aos judeus ou foi dado na criação do mundo? Se foi na criação, quantos judeus estavam lá? Leia por favor esta passagem  “Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera. Gênesis 2:1-3  bem como podemos ver o sábado, o sétimo dia, foi instituído como dia de guarda na criação e lá não havia nenhum judeu, mas nossos pais originais, Adão e Eva. Então porque as pessoas insistem em dizer que o sábado é um mandamento para os judeus? Quero lembra-los de que os mandamentos de Deus, os dez mandamentos, só foram escritos no êxodo depois de quatrocentos anos de escrevidão do povo de Deus onde muitos se esqueceram das antigas ordenanças, mas ainda assim haviam fieis que obedeciam ao Deus verdadeiro. O fato de que Deus gravou em pedra sua lei, não representava que somente ali  e doravante, Ele estava instruindo seu povo a guarda-los. Os mandamentos foram instituído antes e com o sábado, na criação. Dois pontos a frisar: A lei de Deus não terminou na morte de Jesus, nosso Senhor mesmo diz isto e apontei nos textos acima, e em apocalipse 12: 17 lemos: “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo. Apocalipse 12:17  esta é mais uma característica do povo de Deus sobre a terra, eles guardam o mandamento de Deus e mantem a fé em Jesus e o sábado será o selo que os diferenciam e mostra que eles são de nosso Deus.

Bem  já vimos a questão sobre o que é o selo de Deus e a sua importância para nossa salvação, mas agora vamos começar a analisar a outra parte deste estudo, o que apresenta a marca da besta. Neste ponto vamos precisar utilizar além das passagens bíblicas, muita lógica e desejo que você me acompanhe num raciocínio que nos fará ter a resposta a pergunta que se faz necessária: Qual é a marca da besta?

Você se lembra da passagem de  Isaías 14? “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, da banda dos lados do norte. Subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. Isaías 14:12-14″  O que Satanás pretendia aqui?  Veja ele se coloca diante da congregação, no monte da congregação, e ele diz ainda que subirá acima das estrelas e terá o seu trono exaltado, o que ele deseja realmente você pode perceber? Bem ele via toda a reverencia, amor e adoração que todos os seres criados tinham para com Deus, para com Jesus, e isto causou em seu coração a coisa mais incompreensível que podemos imaginar, a inveja e a cobiça, geradas pelo desejo extremo de ser também ADORADO.  Fica bem claro este desejo que o levou a queda, se ele desejava ser semelhante a Deus e ter toda a atenção do céu, se ele usa a contrafação que é algo semelhante mas não o verdadeiro, se ele usa esta ferramenta para enganar e trazer a atenção sobre si, não seria lógico que ele atacasse as principais doutrinas e mesmo os pontos chaves da palavra de Deus? Se ele faz tudo semelhante e quer ser adorado, um desejo que começou no céu, e se temos um dia especial na lei de Deus, separado para que adoremos ao nosso criador, o sábado sagrado e abençoado por Deus, instituído na criação,  não seria lógico pensar que o nosso inimigo querendo ser adorado também não instituiria um dia para que isto fosse feito?

E se ele fez isto, que dia seria este e qual a sua  importância para nós? Veja temos dois dias que ao longo da historia requerem para si o titulo de “Dia do Senhor” porem um deles foi criando, abençoado, santificado pelo próprio Deus, isto você viu neste mesmo artigo mais acima, e na outra ponta temos um dia que é aclamado como o dia do Senhor, porem foi instituído pela opressão, pela força e sem nenhum autenticação bíblica, sem autorização do criador para que houvesse esta mudança, alias houve sim um alerta de que isto ocorreria e que esta descrito no livro do profeta  Daniel E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo. Daniel 7:25”   Vale lembrar que satanás usa instrumentos humanos para fazer as suas obras e que esta profecia se entrelaça com outras que nos dão uma clara visão sobre as ações que o inimigo utilizou para levar a sua obra de engano. Por exemplo, temos que entender quem  foi este poder que mudou os tempos e a lei, e isto pode ser explicado ao estudarmos sobre as bestas que estão descritas no livro de apocalipse começando pelo capitulo 13. Neste capitulo vemos:  E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia.E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta.E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses.E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu.E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.Apocalipse 13:1-8    Em linguagem profética, “besta” é símbolo de um poder ou reino. Por exemplo: Daniel 7:17 e 23 fala de quatro bestas que são símbolos dos impérios de Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Outro exemplo: Daniel 8:20 e 21, onde o carneiro de dois chifres representa os reis dos medos e dos persas, e o bode, a Grécia. Outro ponto importante para identificar este poder é que  “foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias” portanto este poder que segundo estes textos, só pode ser representado por um movimento RELIGIOSO, pois a palavra blasfêmia é aplicada a ações de cunho religioso, contra Deus. Este poder também perseguirá aos filhos de Deus e num movimento espetacular, será adorado por todos o que habitam sobre a terra “ cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” Incrível  como vemos as semelhanças nos textos, veja a a palavra chave de nosso estudo, adoração, Portanto a conclusão é de que esta besta é um poder religioso e que “mudará os tempos e a lei”  e ainda fará mais uma ação que nos lembra o que lemos em Isaías,  “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.2 Tessalonicenses 2:3,4

Outro aspecto sobre este poder é que ele profere blasfêmias e se coloca no lugar de Deus, recebendo atributos que são de Deus, nisto destacamos:

Ele tem a pretensão de perdoar pecados. Nós encontramos na bíblia algumas situações que o perdão de pecados é atribuído unicamente a Deus, só nosso Senhor e Deus pode faze-lo e tanto Pedro como em Marcos fica bem claro este conceito :Arrepende-te, pois, dessa tua iniqüidade, e ora a Deus, para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração;Atos 8:22; e em Marcos: “Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? Marcos 2:7  

Nomeou-se “cabeça  da igreja”.  “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
Efésios 5:23 
Neste texto vemos claramente a declaração de que Cristo é o Cabeça do corpo da Igreja. Nenhuma outra pessoa pode tomar para si este titulo.

Permite que se ajoelhe diante dele. Aqui vemos varias passagens bíblicas onde o ato de se ajoelhar para outra pessoa é reprovado e a orientação é para que isto seja feito somente a Deus. “E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem. Atos 10:25,26″         “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia. Apocalipse 19:10″        “E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar. E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.Apocalipse 22:8,9 ” 

Como vemos , este poder representado em apocalipse 13, toma para si os atributos que são de Deus, e só encontramos na terra, uma instituição que advoga para si estas prerrogativas, a Igreja Católica e seu representante, o papado. Tenho aqui o cuidado de dizer que o papa, o homem, que esta no trona desta igreja não é especificamente a besta. A besta que em profecia se traduz por “poder” é a instituição igreja, a pessoa que ocupa o cargo representa este poder, entende? Não estou aqui dizendo que João Paulo II, Bento XVI ou mesmo o atual, Francisco, é a besta, mas eles estiveram ou estão sobre a direção da instituição que é identificada como a primeira Besta de apocalipse 13, o poder que mudou “os tempos e a lei”   que advoga para si o papel que só Cristo pode fazer e que fará com que o mundo religioso caminhe para um engano fatal.

E embora seu poder tenha sido interrompido por um tempo, como descrito na própria profecia: “E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. Apocalipse 13:3″  este poder voltará a reviver e o mundo irá se maravilhar e  ele logo voltará a disputar com nosso Pai celestial a posição de salvador, perdoador e digno de honra. Para isto terá que contar com a ajuda da segunda besta.

No mesmo texto de apocalipse 13, João então vê outro animal e este vem da terra , que em profecia indica que vem de um lugar desabitado. E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada. E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia. E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de  homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis. Apocalipse 13:11-18

Este segundo animal, em ao contrario do primeiro que “subiu do mar”  e quero lembra-los de que água na bíblia significa :  Nação, tribo, linguás e povos. No capitulo 17 de apocalipse podemos ver esta afirmação, ou seja, que quando lemos “Águas” em profecia Deus esta se referindo a “Nação, tribo, linguás e povos”  veja o texto: “E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas. Apocalipse 17:15”  Portanto, a primeira besta emergiu do mar, da Europa, que representava o mundo que existia. Para os Europeus, não existia mais nada alem do mar, o mundo acabava ali, mas outro mundo foi descoberto com as expedições náuticas entre 1400 e 1500 e agora o mapa mundi contava com um novo continente, novo e … desabitado. Note que a segunda besta surge da terra, que significa “lugar desabitado” e o novo mundo era desabitado, e o segundo poder só poderia surgir neste lugar e assim ocorreu com os Estados Unidos da America, que surgiu como nação em 1776.

Povoado por pessoas que fugiam da perseguição religiosa e da inquisição, este novo país  age primeiramente como um cordeiro, prega a paz e liberdade, mas depois falará como um dragão . Usará a força militar e política para fazer valer sua vontade e se unirá à primeira besta  e fará com que seja feita uma imagem dela. Está imagem é outro simbolo bíblico e  se refere a um sistema de leis que darão à primeira besta o poder como houve no passado,por isso se chama uma imagem. Não é uma estatua literal, mas um sistema que fará com que o papado tenha a mesma influencia nos governos que tinha antes, e este é o movimento da ” Ferida foi curada” que já lemos. Através de leis, os Estados Unidos “fará com que a terra e seus moradores adorem” o papado.

Bem sinto muito de novo mas vou ter que mexer na ferida de algumas pessoas, Não poderia aqui neste artigo mostrar todos os detalhes que me levam a afirmar que o primeiro poder representa o catolicismo. Por favor entenda, não estou falando do católico que fielmente pratica seus ritos como lhe foi ensinado, mas do poder que se concentra na sua hierarquia. Tenho profundo respeito pelas pessoas de outras religiões e acredito que muitas delas irão ter o seu lugar reservado ao lado de Jesus, porem uma das maneiras de demonstrar respeito é alertá-las quando estão em perigo, e acredite estou fazendo isto agora.

O poder religioso que a igreja terá nestes últimos dias se transformará em poderio militar  quando se unir  a segunda besta, o qual identifico como sendo os Estados Unidos . Juntos irão proclamar leis e induzirão as pessoas ao erro que poderá custar as suas vidas, não somente está aqui na terra, mas a eterna. Hoje em dia podemos ver claramente esta profecias se cumprindo, Os EUA se colocaram perante o mundo como um xerife, com direito de atacar outros povos para se defender . A mudança de cordeiro que pregava a paz e  os direitos de todos, foi substituída pela imposição de suas idéias . Eles precisavam de algum motivo para poder se transformar, e o atentado de Onze de setembro lhes caiu como uma luva.

Como estamos próximos de uma grande colapso econômico, observado a desvalorização do dólar em todo mundo, acredito que os americanos não vão demorar muito para por em pratica seus planos. Isto explica a ansiedade e o sentimento que paira nestes dias, de que algo vai acontecer.  Ellen White escritora cristã e co-fundadora da Igreja Adventista, escreveu a respeito do sentimento Americano durante a crise “O povo deste pais desejara uma “restauração ao divino favor e prosperidade temporal.” Este desejo por um retorno a uma “prosperidade” indica que vai haver uma quebradeira econômica que precede a lei dominical. “…O dinheiro logo perderá o seu valor de forma súbita, quando a realidade das cenas eternas abrem-se para o senso do homem.” Welfare Ministry, 266.

Será declarado que os homens estão ofendendo a Deus pela violação do Domingo; e que este pecado tem trazido calamidades que não cessarão ate que a observância do Domingo seja estritamente aplicada; e que aqueles que apresentam as reivindicações do quarto mandamento, estão destruindo a reverencia pelo Domingo, e estão trazendo perturbações na sociedade, impedindo a sua restauração ao divino favor e prosperidade temporal…” The Great Controversy, 590.

Se eu não soubesse que a pessoa que escreveu estas linhas, morreu em 1915, acharia que ela estava apenas descrevendo um anseio natural e atual do sentimento que se seguirão.

Por fim , no nosso cenário temos os Estados Unidos preparando caminho para o poder religioso , utilizando a política financeira e o militarismo  que irá culminar  na imposição de um dia de guarda diferente daquele ao qual Deus instituiu. Por causa das catástrofes e uma tentativa de reorganização financeira, as pessoas serão levadas a tomarem uma decisão , ou ao lado de Cristo e sua lei , ou ao lado  da besta e seu dia .

Será então a economia a grande marca? O cartão de credito ou a automatização, código de barra ou micro chip?  Alias, o microchip é uma tecnologia que esta aí à disposição de quem pode pagar hoje U$ 200. Porem no plano econômico, este valor deverá baixar aí pela casa de U$0,75 em pouco tempo.

Quando as pessoas receberão esta marca ? Para mim não importa se a tecnologia atual, através de cartão ou microchip, existe ou mesmo será imposta a todas as pessoas, Não se atenha muito a esta questão, pois afirmo categoricamente que o Microchip, não é a marca da besta . A marca como já vimos é um dia espúrio, uma contrafação para o selo de Deus que é o sábado.

Avalie esta cena:  Toda a economia esta informatizada , ninguém mais compra com dinheiro, pois este não é mais fabricado. Seus créditos referentes a salários e outros rendimentos são creditados em sua conta no banco. Eles tem origem e são declarados e você é um cidadão de um mundo mais seguro, porem sofrendo com as catástrofes naturais que são conseqüências da irá de um Deus que está sendo  abandonado por parte dos clérigos e governos  e conseqüentemente , pelo povo.

A economia dos países está em franca restauração, e para isto é necessário muito trabalho e há emprego para todos os que estão no sistema. Mas como as coisas não melhoram no campo religioso, os governantes induzidos pela igreja, instituirão o domingo como dia de guarda  procurando “aplacar” a ira de Deus . Este é o primeiro passo para a perseguição que será desencadeada contra aqueles que não aceitarem esta ordem.

No seu trabalho você será comunicado que haverá dia normal nos sábados e o domingo tudo fechará , as pessoas deverão ir para a igreja. Se você é meu irmão na fé , guarda o sábado, ou  se está tendo o primeiro contato agora, espero que estude e tome a posição correta. Os que recusarem trabalhar no sábado serão dispensados e  enquanto tiverem credito em conta  poderão comprar o essencial: alimento.  Quando acabarem os créditos, terão que vender seus bens até o ultimo objeto que puderem dispor, depois disso só plantando para comer ou viver da misericórdia alheia, que acredito não vai durar muito tempo.

Os que já guardam o domingo como seu dia santo, receberão o “sinal na fronte”  e os que para não sofrerem como descrito acima,  passarem a trabalhar no sábado pensando ser apenas “por um pequeno tempo, até que as coisas entrem no eixo” o sinal será na “mão”. Compreendeu a gravidade de nossas decisões? Dá para perceber como será o “lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte,  para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome

Por fim, posso afirmar após anos de pesquisa sobre este assunto, à luz da bíblia, que a marca da besta não será um sinal físico ou o uso de alguma tecnologia, como por exemplo, o Microchip ou mesmo o código de barras, como já foi alardeado no passado. Todos estes exemplos tem ou tiveram o seu papel neste grande cenário mundial para ludibriar e enganar o povo de Deus sobre o real sentido da marca da besta. Podemos, e acho muito provável, que passar por um novo senso e a imposição do microchip ou mesmo outro artefato similar. Satanás fara com que todas as condições ou mesmo ações levem as pessoas a pensarem da forma que ele quer, dando credibilidade a mais este engano, esta contrafação.  Somente estaremos livre se tivermos a clara visão da verdade e estarmos ligados ao nosso Pai celestial, já que “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Mateus 24:24″ 

E ainda teremos que estarmos atento para não sermos enganados até pelo nosso inimigo pessoalmente: E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. 
2 Coríntios 11:14

Seguindo o pensamento lógico que comentei desde as primeiras linhas deste estudo, podemos chegar a conclusão de que a marca da besta é algo que tem a ver com a nossa fidelidade, novamente seremos provados em nossa obediência, assim como nossos primeiros pais foram provados no paraíso. O pecado não estava no fruto em si, mas na ação que levou a desobediência, novamente teremos que tomar esta decisão, sirvo a Deus ou ao homem? Você já viu que há centenas de passagens em que Deus manda guardar o sábado como seu selo, sinal entre Ele e seu povo. Agora responda: Você viu Deus em alguma passagem bíblica mandando mudar o dia de guarda para o domingo? Alguma orientação de Jesus neste sentido?  Você viu Deus abençoando, santificando e descansando, para nosso exemplo, no domingo?  Importante, você sabe que dia faremos o nosso culto à Deus na Eternidade e que dia guardaremos no céu e na nova terra?  leia: “E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor. Isaías 66:23″

Então não é ilógico guardarmos o domingo como dia do senhor, aqui na terra, e guardarmos o sábado na eternidade?  Deus não instituiu o domingo como seu dia santo, foi um movimento opressor que mudou a guarda e o impôs através de matança e perseguição, seria então este dia abençoado? Caro leitor acho improvável, e com toda a sinceridade do mundo digo que prefiro obedecer o que esta escrito na palavra de Deus e não a uma ordem humana. É chocante, não? Mas é uma realidade. Muitas pessoas que amamos estão correndo um risco enorme, o de perderem a salvação eterna se não os avisarmos, há inclusive uma advertência muito séria quanto a aceitar a marca da besta: “E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. Apocalipse 14:9,10 ”  O assunto é tão sério que Deus escreveu está advertência.

Não espero que você deixe tudo o que acreditou até hoje, o que espero é que você estude e tome as suas próprias conclusões, e aceite o dia do Senhor, como Ele mandou,  só assim você estará preparado para as provas que virão.

Quanto a mim, estou a disposição para estudarmos juntos, no Espirito Santo.

 

 

 

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A Igreja de Deus no tempo do fim. https://asprofecias.com.br/a-igreja-de-deus-no-tempo-do-fim/ Wed, 17 Jan 2018 20:48:08 +0000 https://asprofecias.com.br/?p=499 CARACTERÍSTICAS DA IGREJA DE DEUS.

Muitas igrejas pregam que tem a verdade e que são as representantes de Deus na terra, mas existe uma forma de identificar qual realmente faz aquilo que Deus pede? Tem como identificar de maneira bíblica qual a igreja de Deus neste últimos movimentos da terra? Em todas as eras Deus teve um representante, uma pessoa ou povo que o representava e pregava as suas palavras, temos como exemplo  Noé que apesar de toda a humanidade estar corrompida, recebeu a incumbência de dar a mensagem de advertência aquela geração. Outro exemplo que podemos usar foi o de Elias diante de uma nação corrompida e que estava sendo orientada a seguir outros deuses. Elias enfrentou não só os profetas de baal, mas os olhares desconfiados e céticos da nação que outrora era “A menina dos olhos de Deus”, mas Elias deu a mensagem assim como outros que foram chamados para corrigir o rumo. Cada um na sua época desempenhou seu papel e podemos crer na passagem que nos afirma que “ O senhor nosso Deus não fara coisa alguma sem antes anunciar a seus servos os profetas”Amos 3:7

Usando a logica não seria plausível que em nossos dias Deus levantasse uma pessoa ou povo para dar suas ultimas mensagens a um mundo que caminha para o fim?  Pois nos estaremos analisando as características deste povo e qual seria esta mensagem, advertência para nosso tempo.

Primeiramente temos que analisar um ponto, os Cristãos no país, nosso Brasil, formam cerca de 92% da população religiosa, 15,45% da população, ou seja, 26,1 milhões são evangélicos. O Brasil é maior país espírita do mundo, e também é o maior país católico.

Os cristãos no mundo são pouco mais de 2,2 bilhões de seguidores, o Islamismo  com aproximadamente 1,6 bilhões de adeptos seguem em segundo lugar, se não reunirmos as religiões de origem chinesa e Indiana  que formam um contingente de pouco mais de 1 bilhão de seguidores.

Mais é importante salientar que  existem mais de 30 mil seitas no mundo e cerca de mais de 2.000 religiões e neste ponto surge uma duvida: Você já se perguntou qual é a Igreja Verdadeira?

Para começar a analisar este ponto vamos recorrer a historia e as profecias e começaremos pela visão de Nabucodonosor rei da Babilônia. A historia completa podemos acompanhar no livro de Daniel a partir do capitulo 2. No sonho da estatua com vários metais que foi dado por Deus o qual deu a entender a Daniel que apresentou ao rei, Babilônia foi o primeiro grande império, a Cabeça de ouro.

A Babilônia real tinha vários deuses  e  Teologias fruto de uma maneira de tratar os povos que conquistava. A tática babilônica era de quebrar a identidade nacional, o senso de patriotismo de nação, distribuindo os povos conquistados por seu império misturando-os a outras nações. Mas uma coisa os Babilônicos faziam, eles assimilavam as crenças, deuses e cultos destes povos fazendo com que o império tivesse uma mistura de culturas e religiões. Com o ataque ao povo de Deus, antes profetizado, o mesmo sistema foi implantado para extinguir a cultura e  fé.

Como exemplo desta maneira de agir e de assimilar as religiões, vale lembrar que Nabucodonosor reconheceu o Deus verdadeiro como descrito em Daniel 9.

Babilônia real foi destruída anos mais tarde por Ciro, secando o rio Eufrates e entrando na cidade que estava desguarnecida, dando assim o passo seguinte da profecia descrita por Daniel.

O interessante e uma confirmação de que Deus sempre avisa sobre seus atos, é que foi predito que um homem chamado Ciro conquistaria Babilônia e libertaria os judeus, estas passagens estão em Isaías 44:28; 45:1. E mais, os detalhes de como seria foi também predito: O rio Eufrates secaria, abrindo caminho para o exército de Ciro.  Isaías 44:27. Os portões da cidade seriam deixados abertos.  Isaías 45:1. O exército babilônico ‘deixaria de lutar’. Jeremias 51:30; Isaías 13:1, 7.

A Babilônia que atacou os filhos de Deus, caiu como fora antes predito, mas lembre-se que Deus não nos revelou estas coisas por acaso, há um motivo de termos acesso a estas historias, elas nos servirão de exemplos e símbolos para as próximas profecias.

Podemos começar dizendo que Deus nós diz que existe agora uma Babilônia espiritual.

E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas; Com a qual fornicaram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua fornicação. E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua fornicação; E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra. Apocalipse 17:1-5

Deus aqui nos revela que haverá um movimento religioso que tomará a forma e ações que foram representadas pela Babilônia literal.

Dentre os movimentos que nosso inimigo fez e fará para atacar o povo de Deus e mesmo para tentar cooptar seguidores, esta o ataque ao livro sagrado, já que a Bíblia é a nossa forma de comunicação com Ele.

Por isso Satanás, após tentar destruí-la em varias oportunidades, como por exemplo, na revolução Francesa, mudou a forma de interpretar a Bíblia e com isto ele fez com que surgissem milhares de formas de “Cristianismo” onde varias normas foram excluídas ou adulteradas e varias heresias foram aceitas como verdades. 

Cristo declara: “Assim como o Pai me conhece e Eu conheço o Pai; e entrego minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco, as quais devo da mesma maneira trazer; elas ouvirão minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor”. João 10:15 e 16

Então ao sabermos que há uma confusão de teologias e que Deus quer que nos salvemos e evitemos o erro, como descobrir qual igreja é a que tem as ultimas advertências e representa Deus nesta terra? E quais as  características desta igreja?

Primeiramente temos que acabar com o conceito que tem atrapalhado muito a compreensão de pessoas sinceras; Há uma diferença imensa entre povo de Deus e remanescente. Podemos aplicar que povo de Deus são aqueles que obedecem a seu criador  e que nestes últimos dias tem um obra especial a fazer e que esta centrada na divulgação das advertências de um pai que quer salvar seus filhos.

 Esta ótica pode ser muito ampliada, mas o que quero lhe dizer é que Deus quer salvar a todos, e não somente os membros de uma igreja: “E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia”. S João 6:39  e portanto nosso  Pai celestial levanta seus representantes para pregar estas mensagens.

O remanescente são todas as pessoas que ouvirão o chamado de Deus não importa de qual religião ou grupo venha. O remanescente são os salvos que atenderam ao convite para sair desta Babilônia espiritual, desta bagunça de teologias engendradas para levar a perdição.  E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Apocalipse 18:4 (ler 1 2 3 )

O povo de Deus tem suas normas centradas na Bíblia e portanto uma das suas características é:

 

1) A Bíblia é a sua norma de conduta.

Este povo não só lê, mas examina a palavra de Deus e a utiliza como primeira fonte de conhecimento. O estudo da Bíblia e a procura de entendê-la deve ser parte integrante em seus cultos e ações. Não procuram eles promover mudanças no cerne da palavra de Deus nem adultera-la para que se ajuste a seus costumes ou modo de vida. A Bíblia não se molda ao tempo e nem pode ser ajustada a costumes ou modismo. O “Assim diz o Senhor” é a mais profunda norma de conduta e fonte de inspiração. Aceitam o convite:

“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;”  João 5:39

Outra característica da Igreja de Deus é que:

2) O inimigo a persegue e perseguirá até o fim.

E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.  Apoc 12:17

Este povo tem uma mensagem especial e isto não agrada ao inimigo que, como no passado, tentará destruir de todas as formas estes fieis. Levantará até mesmo em suas fileiras falsos ensinamentos e pessoas para serem pedra de tropeço a outros, mas como na promessa, eles os fieis sairão vencedores.

E se observarmos no versículo anterior, veremos outras duas grande características dos representantes de nosso Deus:

3) Eles guardam a lei de Deus, toda ela e por esta razão são perseguidos.

Há aquele que pensam e até pregam que a lei moral, a dos dez mandamentos, acabou na cruz. Mas não foi isso que ocorreu, o próprio Cristo anuncia:

Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim revogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo: Enquanto não passar o céu e a terra, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, sem que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mínimos mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado mínimo no reino dos céus; mas aquele que os observar e ensinar, esse será chamado grande no reino dos céus.” Mateus 5:17-19

Parece tão claro e obvio que a lei não terminou e ela será nossa linha de defesa contra os ataques do inimigo e o mais impressionante é que para mostrar que a lei é de suma importância o próprio Deus …

“E deu a Moisés quando acabou de falar com ele, no monte de Sinai as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus”. Êxodo 31:18

Há ainda aqueles que afirmam que a lei foi dada aos judeus e neste ponto novamente estão errados. Quero salientar que não estou aqui passando ponto por ponto da crença Adventista, mas se você desejar pode solicitar os estudos que me ajudaram a compreender o proposito de Deus e as verdades que me eram negadas.

O segundo fator exposto no versículo que citamos é que o povo de Deus…  

4) Tem o selo de Deus

Notemos que o sábado é apontado como o selo que identifica o seu povo, consequentemente  os representantes de Deus nesta terra terão que observa-lo, se não o fizer não tem o requisito para ser seu povo e anunciar suas mensagens. Nos textos a seguir temos a confirmação da importância do selo:

Santificai os Meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibas que Eu Sou o Senhor, vosso Deus.” Ezequiel 20:20.

Lembra-te do dia do sábado, para o santificar…  Êxodo 20:8

E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica. Ezequiel 20:12

E no novo testamento quero salientar que deus esta selando o seu povo Depois disto vi quatro anjos em pé aos quatro cantos da terra, segurando os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre ela, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma. Vi outro anjo levantar-se da parte do nascimento do sol, tendo o selo do Deus vivo. Ele clamou com uma grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado que fizessem dano à terra e ao mar, dizendo: Não façais dano à terra, nem ao mar, nem às árvores antes de termos selado os servos de nosso Deus nas suas testas.” Apocalipse 7:1-3

5) Nasceria num tempo profético

“Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos. E a voz que eu do céu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse: Vai, e toma o livrinho aberto da mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra. E fui ao anjo, dizendo-lhe: Dá-me o livrinho. E ele disse-me: Toma-o, e come-o, e ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel. E tomei o livrinho da mão do anjo, e comi-o; e na minha boca era doce como mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo. E ele disse-me: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis”. Apocalipse 10:7-11

Esta profecia em especial anuncia a obra do povo de Deus para os últimos dias. Nos anos que seguiram a 1831, após os estudos de  Guilherme Miller que estudou a profecia das 2.300 tardes e manhãs que esta no livro de Daniel, houve um grande reavivamento onde milhares de pessoas se tornaram esperançosas com a noticia da segunda vinda de Jesus Cristo para apenas alguns anos à frente, mais precisamente em 1844. A pregação tomou conta não só dos Estados Unidos, mas pessoas em todo mundo anunciavam o breve retorno de Jesus.  Guilherme Miller se tornou rapidamente um dos maiores pregadores da palavra de Deus e suas conclusões do estudo da profecia fez com que muitos passassem a se dedicar exclusivamente para a pregação e preparação para a volta. Sem duvida o livrinho da profecia estava doce à boca daqueles que com grande alegria faziam a obra de Deus. Porem quando a data marcada 22 de outubro de 1844 passou, para muitos foi um amargo retorno à realidade, Cristo não voltou. Muitos retornaram a suas antigas congregações outros não aguentaram a zombaria e se retiraram para nunca mais voltar.

 Em suma, a profecia já anunciava esta condição, doce como mel, mas amargo no ventre, porem um grupo de pessoas continuou os estudos e pela graça de Deus encontraram o ponto que estava divergente nas interpretações de Miller, “Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis.” Apocalipse 10:7-11

E assim começa profeticamente a obra do povo de Deus para estes últimos dias.

Algumas considerações são importantes, profeticamente este movimento, este povo só poderia existir historicamente após o ano de 1798 que marcou o fim da idade escura, a inquisição que durou 1260 anos indo de 538 até 1798. Outro detalhe importante, este movimento religioso viria pós a decepção de 1844, que marcou o final das 2300 tardes e manhãs. Portanto  o movimento Adventista não foi o que fixou a data da volta de Cristo, mas pessoas que acreditaram na mensagem e continuaram os estudos formaram o a igreja que agora conhecemos, sendo que somente em 1860 foi formada oficialmente a Igreja Adventista do Sétimo dia.  Em 03 de Maio de 1861, registou-se a Associação Publicadora dos Adventistas do Sétimo Dia”, em Outubro do mesmo ano, a “Associação dos Adventistas do Sétimo Dia do Michigan” e finalmente em 1863 é fundada a Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, que contava na altura 3500 adventistas, 30 pastores e 152 igrejas.

Agora, a Igreja Adventista nasceu com um proposito bem definido, ela deveria e segue com a missão de defender os alicerces e princípios bíblicos além de dar ao mundo as ultimas advertências para que o remanescente seja alcançado e se livre do juízo de Deus que cairá sobre os que não aceitam estas mensagens, por isso a Igreja de Deus nestes últimos dias tem que estar de acordo com a bíblia sagrada e ela…

 

 6) Tem uma mensagem especial ao mundo.

Estas advertências estão contidas no capitulo 14 do livro de apocalipse e começa assim:

“E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.”  Apocalipse 14: 6

Num mundo onde os homens passaram a adorar qualquer coisa e há um esforço concentrado de satanás para desviar a atenção dos homes sobre Deus e até mesmo destruir o interesse, a família, o culto e tudo que se chama adoração, nunca uma mensagem como esta foi de tal importância. A igreja de Deus para os últimos dias tem que estar alinhada com esta mensagem, não pode estar associada ou comprometida com as falsas adorações, com ídolos, pessoas que querem tomar o lugar de Deus, com falsos profetas. O povo de Deus deve estar alinhando com a mensagem e pode por autoridade divina pronuncia-la.

“Um segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição” Apocalipse 14:7

Com a mesma condição de fidelidade e autoridade, o povo que dará as ultimas advertências não deve pertencer ao grupo que promove uma confusão teológica, uma Babilônia espiritual. Vale lembrar que a Babilônia espiritual aqui apresentada não é uma igreja, mas uma união de varias igrejas, seitas, movimentos e tudo aquilo ligado à religião, porem que nutre em seu intimo o engano e desobediência às leis divinas e suas ordenanças. Esta Babilônia é sim comandada por uma grande meretriz, apresentada no apocalipse capitulo 17 e desmascarada e sentenciada nos capítulos 18 e 19 e aqui na mensagem deste segundo Anjo esta proclamado o resultado de suas ações, Babilônia cairá semelhante ao o que aconteceu com a literal, pelas mãos de Deus.

Agora, reservo para esta passagem, a mensagem do terceiro anjo,  a mais estrita atenção! 

7) A igreja de Deus não esta comprometida com a marca da besta, mas defende o selo de Deus.

“Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira;…  Apocalipse 14:6-10   A marca da Besta.”

Aqui Deus esta fazendo uma seria advertência para os seus filhos, para todos os movimentos religiosos do mundo. Haverá um ataque do inimigo contra o seu remanescente, o seu povo, e este ataque virá com ações diretas do inimigo que tentará arrancar almas preciosas das fileiras do povo de Deus e acorrentar pessoas no seu engano. É tão sério que nosso pai celestial reservou esta mensagem para o tempo do fim onde ela seria necessária. A Advertência é direta: Não aceite a marca da besta, ponto final. É imperativo, se alguém adorar a besta… Também o tal beberá do vinha da irá de Deus. Não há com que brincar e assunto de vida eterna ou morte eterna. Portanto existem algumas perguntas que você deve se perguntar e priorizar por encontrar a resposta: O que é a marca da besta e como posso evita-la? Deixo aqui um estudo completo sobre este assunto que lhe ajudará a tomar a decisão correta. O povo de Deus, a Igreja de Deus nestes últimos dias deve ter a autoridade para proclamar a mensagem do terceiro anjo, porque obedece a Deus e se qualifica para poder fazer frente ao engano que satanás quer impor aos homens para leva-los a destruição.

Vimos aqui que a Igreja de Deus nestes últimos dias, tem características especiais que a distingue de outros movimentos e que a Bíblia é quem lhe da a chancela para ser o que é, o representante de Deus para o tempo do fim.  

Agora resta uma pergunta? Qual é o seu papel nesta grande ordenança que Cristo nos deu?

Você,  se já não aceitou, e se aceitar fará parte do Israel espiritual, povo que tem o compromisso de levar a palavra de Deus ao mundo.

O apostolo Pedro pregando aos gentios convertidos ao cristianismo cita:

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.” 1 Pedro 2:9,10

Note que Pedro aqui cita as mesmas palavras proferidas no êxodo, quando Deus da as ordenanças a seu povo, vejamos:

“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel” Êxodo 19:5,6

O mesmo Deus que falou com Moises  agora fala com Pedro anunciando que quem crer e for batizado fará parte do povo especial, mas… Há um proposito:  “para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”  1 Pedro 2:9,10

O proposito é claro, temos que proclamar a mensagem, dizer ao mundo que nosso Pai celestial tem uma saída para toda esta confusão e Ele quer nos salvar.   Mais que isto, se aceitarmos a Cristo e o seguirmos, nos tornamos literalmente povo de Deus, veja estes versículos:

Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa. Gálatas 3:26-29

Somos o Israel Espiritual, o povo de Deus, sacerdotes reais, propriedade peculiar e finalmente, herdeiros da promessa.

Ser povo de Deus é estar pronto para defender o seu senhor e divulgar a sua palavra. Quer você fazer parte deste povo? Como você verá nos outros estudos aqui já indicados, tudo é uma questão de decisão e espero que você faça a correta.

 

 Se desejar estudar sobre este ou outros assuntos, por favor nos envie seu contato! 

 

           

 

 

           

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Marcados ou Selados? https://asprofecias.com.br/marcados-ou-selados/ Mon, 01 Jan 2018 20:31:52 +0000 https://profeciadoarmagedom.wordpress.com/?p=326 Uma profecia que sempre me chamou a atenção está em Apocalipse 13 :16 e 17  E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte,  para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome”.  Algumas coisas me chamaram a atenção sobre estes versículos, e vamos interpretá-los.

Primeiramente este texto nos leva a crer que o sinal imposto afetará a todas as pessoas e de todas as classes sociais , por isso Deus especificou bem “a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos” ou seja , não haverá a discriminação de status , como sempre aconteceu na história , quando se tratava de marcar alguém ou um povo. Bem, vemos que o novo sinal que será imposto não irá desta vez marcar somente os menos afortunados , mas será algo mundial e sem diferença de raça ou status. Portanto logicamente não será uma marca física , mas algo que possa alcançar a todas as pessoas de maneira rápida e objetiva . Não dá para pensar num artefato colado na testa ou mesmo na mão, nem mesmo num… implante que irá marcar a todos, isto pode até ocorrer , mas não será a grande marca deste poder.

Neste vídeo que abre a série  estou apresentando alguns argumentos que exigem a lógica ao começar a estudar este assunto e peço que você utiliza também a lógica e a razão e tenho certeza que chegaremos a um consenso que não é a minha vontade ou sua, mas a de Deus.

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Porque acredito no Espírito Santo como Deus e não como uma névoa. https://asprofecias.com.br/porque-acredito-no-espirito-santo-como-deus-e-nao-como-uma-nevoa/ Wed, 19 Jul 2017 20:32:08 +0000 https://asprofecias.com.br/?p=347 O Espírito Santo nos inspira, nos capacita e guia nosso entendimento. O Espírito toca nossos corações e nos transforma, renovando a imagem de Deus em que fomos criados.

Sou um fruto da ação Dele em minha vida e na vida daqueles que me mostraram o verdadeiro Deus e a verdadeira forma de adoração. Lendo este artigo pude ver a unidade que há em minhas convicções e por este motivo lhes apresento aqui aquilo que acredito.

Deus, o Espírito eterno, era ativo com o Pai e o Filho na Criação, na encarnação e na redenção. Ele é tanto uma pessoa quanto o Pai e o Filho. Ele inspirou os escritores da Escritura. Ele encheu a vida de Cristo com poder. Ele liberta e condena seres humanos; E aqueles que respondem Ele renova e se transforma na imagem de Deus. Enviado pelo Pai e pelo Filho para estar sempre com os Seus filhos, Ele estende presentes espirituais à igreja, capacita-a a prestar testemunho de Cristo, e em harmonia com as Escrituras leva a toda a verdade. (Gn 1: 1, 2; 2 Sam. 23: 2; Salmo 51:11; Isaías 61: 1; Lucas 1:35; 4:18; João 14: 16-18, 26; 15:26; 16: 7-13; Atos 1: 8; 5: 3; 10:38; Rom 5: 5; 1 Coríntios 12: 7-11; 2 Coríntios 3:18; 2 Pedro 1:21.)

Na Bíblia, o Espírito Santo não procura ser o centro das atenções. Ele desempenha mais um papel atrás das cenas na Trindade. O Espírito Santo promove e medeia a presença e senhorio de Jesus Cristo através de Sua presença em nossas vidas. James Packer disse com precisão: “A mensagem do Espírito para nós nunca é,” Olhe para mim; escute-me; venha até mim;Conheça-me “, mas sempre” olhe para ele e veja-o, e veja a glória dele; Conheça-o e ouça sua palavra; Vá até ele e tenha vida; Conheça-o e experimente o seu dom de alegria e paz. “Em nosso mundo pecaminoso de egocentrismo e auto-promoção, a beleza do Espírito não está na auto-exibição, mas na desinvestida divina. “Por esta razão, os crentes são justamente chamados de” cristãos “não” Pneumistas “. Assim, o Espírito Santo nos ensina humildade em dar glória a Deus Pai por meio de Jesus Cristo, Seu Filho.

O Espírito Santo e nosso conhecimento de Deus

O Espírito Santo também desempenha um papel fundamental em nosso Deus conhecido. O apóstolo Paulo afirma que o Espírito Santo busca as profundezas de Deus (1 Coríntios 2:10, 11). Ele conhece Deus como nenhum outro ser faz. Ele não só tem acesso exclusivo a Deus, Ele é o próprio Deus, um Membro do Deus Triúno. Por este motivo, o Espírito Santo está unicamente equipado para revelar Deus e Sua vontade para nós de uma maneira confiável e autoritária. Conhecer o Deus da Bíblia significa que devemos confiar em Deus que se fez conhecido por meio do Seu Espírito em Sua Palavra. Em certo sentido, o Espírito Santo é a base epistemológica para conhecer Deus.

Revelação e inspiração especiais de Deus

As revelações especiais de Deus e a Sua vontade para a humanidade na Escritura resultam da obra do Espírito Santo. Toda a Escritura é inspirada por Deus (2 Timóteo 3:16), e nenhuma palavra profética pode ser trazida pela invenção humana (2 Pedro 1:20, 21). O Espírito Santo é o Espírito da verdade (João 14:16, 17; 15: 26), que traz as palavras de Deus para uma lembrança confiável. O Espírito Santo moveu os escritores bíblicos de tal maneira que o que eles escreveram em suas próprias palavras era, no entanto, a Palavra de Deus e carregava a autoridade divina (1 Tessalonicenses 2:13). Mas mesmo que o Espírito Santo tenha inspirado os escritores bíblicos para registrar fielmente o que Deus revelou, o resultado não é um livro principalmente sobre o Espírito Santo, mas sobre Jesus Cristo, o Filho de Deus (Lucas 24: 25-27, 44-45; João 16: 14; 15: 26; Atos 5:32; 1 João 4: 2).

O vínculo estreito entre o Espírito Santo e a Bíblia está no fundamento do princípio protestante da autoridade. De acordo com Bernard Ramm, “o princípio apropriado da autoridade dentro da igreja cristã deve ser. . . O Espírito Santo falando nas Escrituras, que são o produto da ação reveladora e inspiradora do Espírito. “A Bíblia é autoritária porque é o veículo através do qual Deus escolheu nos falar através da obra do Espírito.

O Espírito Santo e as Escrituras

Calvin apontou com força que o Espírito Santo confirma o testemunho e estabelece a autoridade inviolável das Escrituras. Calvin chamou isso de testemunho interno do Espírito (testemunho Spiritus sancti internum). Esta testemunha é mais forte do que qualquer razão humana. A Escritura é assim auto-autenticada. Essa garantia não vem por qualquer processo racional, mas sim é recebida com fé. O Espírito Santo estabelece a garantia da confiabilidade da Escritura na vida do crente.

Ter a Palavra de Deus segura não é suficiente; Deve ser seguido pelo abraço e pela obediência à Palavra. Assim, revelação, inspiração, compreensão adequada e obediência à Palavra revelada, todos vêm do Espírito Santo. Sem o Espírito, não há apreciação ou carinho pela mensagem divina. Sem o Espírito, falta fé e amor em nossas respostas à mensagem das Escrituras. Precisamos que o Espírito Santo nos permita compreender o que Ele inspirou (cf. 1 Coríntios 2:12, 14, 15; Efésios 1: 17-19; Salmo 119: 18).

O trabalho do Espírito Santo com as Escrituras não terminou no passado distante. Ele continua a falar com as pessoas através da Bíblia hoje, fazendo com que a Palavra fique viva como Ele nos ajuda a entender o significado e relevância do texto bíblico para nossas vidas no presente. “O Espírito não foi dado. . . Para substituir a Bíblia; . . . A palavra de Deus é o padrão pelo qual todos os ensinamentos e experiências devem ser testados “.

Ao abraçar a Palavra das Escrituras como confiável e verdadeira, somos levados pelo Espírito a aceitar a Palavra Viva de Deus, Jesus Cristo, como nosso Salvador e Senhor.

O Espírito Santo e Cristo

O Espírito Santo foi ativo e instrumental não apenas na Palavra Escrita de Deus, mas também no Verbo Encarnado. O Espírito preparou o caminho do Messias através dos profetas. Mais significativamente, “a concepção do Messias é espiritualmente criada”. O Espírito Santo é o Único responsável pela concepção de Jesus Cristo na Virgem Maria: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo irá ofuscar você “(Lucas 1:35). O resultado? Aquele que nasceu assim é chamado de “aquela coisa santa” (Lucas 1:35, KJV), significando que Jesus é de fato o Filho do Santo, o Filho de Deus, verdadeiramente divino e verdadeiramente humano.

Fornecer a garantia da salvação

O Espírito Santo também dá garantia de nossa salvação através de Jesus Cristo. Ele “testemunha com nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8:16, RSV). Ele prova do trabalho de Deus em nós. “E com isso sabemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu” (1 João 3:24, RSV). O Espírito nos dá a garantia de nossa adoção como filhos de Deus. Ele é uma Testemunha e Selo que confirma nossa posição em Cristo (2 Cor. 1:21, 22; Efésios 1:13, 14; 4:30).

O Espírito Santo é o agente desta selagem e a garantia de que Deus completará o que Ele começou em nós (Filipenses 1: 6). Por isso, o apóstolo Paulo afirma que todas as promessas de Deus são sim em Cristo (2 Cor. 1:20), que “nos ungiu, colocou seu selo de propriedade sobre nós e colocou seu Espírito em nossos corações como um depósito, garantindo o que Está para vir “(2 Coríntios 1:21, 22). Esta vedação implica uma dimensão moral: caminhar no caminho da santidade que acompanha a selagem do Espírito. Portanto, a admoestação de não “afligir o Espírito Santo de Deus, com quem você foi selado para o dia da redenção. Livrar-se de toda amargura, raiva e raiva, brigas e calúnias, juntamente com todas as formas de malícia. Seja amáveis ​​e compassivos uns com os outros, perdoando-se, assim como em Cristo, Deus te perdoou “(Ef 4: 30-32, 2 Timóteo 2:19). Em outras palavras, viver no Espírito significa uma vida de congruência espiritual e moral com o que a Escritura ensina (cf. 1 Coríntios 4:17).

O Espírito Santo e novo nascimento

Jesus disse: “Em verdade, de verdade, eu digo a você, se alguém não nascer da água e do Espírito, ele não pode entrar no reino de Deus. O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é espírito “(João 3: 5, 6, RSV). Paulo afirma que sem o funcionamento do Espírito Santo, não podemos experimentar regeneração e renovação (Tito 3: 5). Na verdade, como somos liderados pelo Espírito de Deus, nos tornamos filhos de Deus (Rom 8, 14). O Espírito desperta os corações pecadores e mortos (Efésios 2: 1; Ezequiel 36:26, 27) e abre nossos olhos cegos (Atos 26:18; 2 Coríntios 4: 4). Ele faz isso despertando em nós uma consciência de nosso pecado (João 16: 8) e nos condenando por nossa perda e necessidade de um Salvador.

Santificação e desenvolvimento de personagens

O Espírito Santo deseja nos tornar santos, pois Deus é santo. Por este motivo, Ele nos purifica do pecado e nos santifica. O apóstolo Paulo escreve: “[Você] foi lavado, você foi santificado, você foi justificado em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus” (1 Coríntios 6:11, RSV). O Espírito produz em nós um crescimento vital em santidade, trazendo o fruto do Espírito dentro de nós – “amor, alegria, paz, paciência, bondade, bondade, fidelidade, gentileza e autocontrole” (Gálatas 5:22, 23). . Ele nos capacita a viver vitoriosamente pela graça de Deus. O nosso ser transformado em Sua semelhança “vem do Senhor, que é o Espírito” (2 Coríntios 3:18). A santificação e a alegria da obediência passam pelo poder do Espírito Santo (2 Tessalonicenses 2:13; 1 Pe. 1: 2, cf. Rm 8: 4; 15; 16).

Missão e evangelismo

O Espírito Santo também capacita os crentes para a missão e o evangelismo. Ele fornece a força essencial para a missão da igreja (Atos 1: 8, Romanos 15:18, 19). O Espírito Santo invoca pessoas para serem portadores da missão de Deus (Atos 13: 2, 3). Ele guia e orienta os missionários para lugares específicos para serem testemunhas de Deus e trabalhar para a igreja (Atos 16: 6-8). Ele equipa os crentes para proclamar efetivamente o evangelho eterno em todo o mundo. Ele leva as pessoas a aceitarem Jesus Cristo como seu Salvador e a serem obedientes à Palavra Escrita de Deus. Deus criou que Sua mensagem do evangelho deveria sair ao mundo através de Seus discípulos que receberam o Espírito Santo. No entanto, uma missão mundial só pode ser realizada com sucesso se a igreja estiver unida, e aqui o Espírito Santo desempenha outra tarefa teológica significativa.

A unidade da igreja

O Espírito Santo nos une de muitas maneiras. Antes de tudo, Ele nos leva a Jesus Cristo, nosso Salvador, e nos une a Ele. Segundo Calvino, “o Espírito Santo é o vínculo pelo qual Cristo efetivamente nos une a si mesmo”. Ser unidos com Cristo “é, de fato, o fundamento de todas as bênçãos da salvação. A justificação, a santificação, a adoção e a glorificação são todas recebidas através do nosso ser unido a Cristo “. Esta obra do Espírito Santo no nível individual leva a uma comunidade específica de fé – a igreja. Tendo experimentado a salvação através da fé em Jesus Cristo, existe uma comunhão do Espírito Santo na igreja (2 Coríntios 13:14, Phil 2: 1, 2). A igreja precisa ser entendida como uma comunidade de fé que é chamada a ser pelo Espírito. Assim, os crentes individuais são construídos em uma nova casa espiritual de Deus “no Espírito” (Efésios 2:22, RSV).

Como seguidores de Cristo, devemos estar “ansiosos para manter a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Efésios 4: 3, RSV). Nós também somos batizados por um Espírito no corpo de Cristo (1 Coríntios 12:13). O Espírito Santo nos une no batismo em um só corpo; Daí a igreja como comunidade de fé é a morada do Espírito Santo (1 Cor. 3:16, 17, Efésios 2: 19-22).Além disso, o Espírito Santo apoia e sustenta ativamente os vários membros do corpo de Cristo, dando presentes espirituais especiais. Diferentes presentes, dados por “um e o mesmo Espírito, que compartilha cada um individualmente como quiser” (1 Coríntios 12:11, RSV), trabalhem juntos “para o bem comum” (v. 7, RSV) para que O corpo de Cristo está bem equipado para cumprir a tarefa dada por Deus de proclamar o evangelho eterno a um mundo perecendo. Uma vez que o Espírito Santo concede seus dons como Ele deseja, é errado esperar que um único presente espiritual esteja presente em todos os crentes.

O Espírito Santo produz amor em nossos corações (Romanos 5: 5; Gálatas 5:22; Col. 1: 8), e este amor “liga tudo em perfeita harmonia” (Colossenses 3:14, RSV). Em uma unidade tão amorosa e espiritual, não existe homem nem mulher, nem escravo nem livre, nem judeu nem grego, nem preto nem branco, nem rico nem pobre: ​​todos são um em Cristo Jesus, através da obra do Espírito (Gal 3:28). Muitas vezes, acreditamos seres humanos em posições de liderança com a capacidade de plantar, estabelecer e manter igrejas. Não devemos esquecer, no entanto, que, em um nível mais profundo, a própria existência da igreja depende do Espírito Santo. Podemos buscar unidade e paz e fazer tudo para evitar conflitos e discórdias entre os membros da igreja; Mas a união verdadeira e duradoura é o trabalho do Espírito.Somos apenas os seus humildes servos e não devemos impedir a Sua influência. O fundamento teológico para a unidade da igreja é a obra do Espírito através da Palavra de Deus escrita que Ele inspirou. O Espírito de Cristo que habita nos cristãos nunca nos leva a duvidar, criticar, ir além ou ficar sem os ensinamentos bíblicos. O Espírito Santo trabalha com a Bíblia para tornar a Palavra viva de Deus, que pode transformar nossas vidas.

Em resumo, o Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade, trabalhando harmoniosamente com Deus Pai e com Deus o Filho em nossa Criação e nossa salvação. O Espírito Santo nos desperta da morte espiritual, produz uma consciência de nossa pecaminosidade e perdão, acende um desejo de mudança e nos conduz a Jesus Cristo. Ele nos dá segurança de salvação.Ele nos conforma para ser mais como Jesus. Ele nos mantém fiéis na nossa caminhada com Deus. Ele nos capacita a cumprir a vontade e a missão de Deus. Ele gerou a Palavra Escrita de Deus como nosso guia seguro e única norma para a vida e a doutrina cristãs. Ele une a igreja com base na Palavra de Deus. Graças a Deus por Sua sublime presença no Espírito Santo.

Este artigo apareceu originalmente na Revista do Ministério, abril de 2012.

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“O que vamos fazer com Ellen White? “ https://asprofecias.com.br/o-que-vamos-fazer-com-ellen-white/ Sat, 02 Jul 2016 18:49:21 +0000 https://profeciadoarmagedom.wordpress.com/?p=265 revistaNa América apenas 17% dos adventistas  leem os livros de Ellen White e a maioria deles estão acima da idade de 65 anos, não que não tenham acesso aos livros, mas não tem interesse em lê-los. A revista Adventist Review publicou: “Se os novos membros não são orientados do porque somos adventistas e do que nos motiva como igreja, se não compreendem o tema sobre o grande conflito se não veem a ênfase que Deus nos deu por meio dos escritos de EW, então teremos muitas pessoas que não entendem bem porque elas são Adventistas do sétimo dia  e podem não estar preparadas para permanecerem fieis nos últimos dias “

Eu tenho me especializado em profecias e sinceramente quando comecei a estuda-las um mundo de informações se abriram para mim.   Tenho vídeos, sermões, palestras e vários artigos,  mas creio que este é um dos assuntos mais importantes que estou pregando porque acredito que se você  tiver uma compreensão clara sobre este assunto fará com que seja possível sobreviver ao que esta por vir a esta terra.  Ao contrario, se não voltarmos a estudar os escritos e a orientar aos novos conversos sobre a nossa fé e nos fundamentos de nossa igreja, se demonstrarmos ter vergonha das escritos  de EW e assim não mais os ensinarmos com medo do que os outros dirão, só a misericórdia de Deus nos protegerá.

Agora quero que voce acompanhe este raciocínio: Se você for visitar alguma biblioteca de seminários onde estão sendo treinado pastores evangélicos  você vai encontrar centenas de livros com o tema  “A busca pelo Jesus histórico” O que os acadêmicos de todas as religiões estão dizendo é que quando você pega a bíblia e lê  MT MC LC  JO, as historias de jesus,  os seus milagres, seus ensinamentos, na verdade não foram escritos por MT MC LC  JO  mas foram adicionados mais tarde no 2º ou 3º século DC por cristão que queriam incrementar a bíblia.

lupaAlguns passam a vida inteira tentando provar esta teoria, e alguns dão credito. Você certamente já assistiu ou ouviu documentários que põem a prova a bíblia e em alguns deles há comentários do tipo “As coisas não são bem assim” O que estes estudiosos estão fazendo é dizer para você qual parte pode ser real e qual parte pode ser irrelevante. Seria ruim se eles fizessem isto apenas em seus seminários, mas estão nos meios de comunicação e produzem programas elaborados que podem enganar até mesmo os escolhidos. O que eles estão fazendo é tentar nos ajudar a entender e identificar quais parte da bíblia é historia real e autentico  ou  quais são falsas. Eles estão pegando a bíblia e te mostrando  qual parte você pode confiar ou não.

Um destes grupos se intitula  “O Seminário de Jesus” e  foi formado originalmente em 1985 sob o patrocínio do Instituto Westar para “renovar a busca do Jesus histórico”. Trinta estudantes participaram da primeira reunião e cerca de 200 pessoas agora se chamam de “membros”. O Seminário reúne-se duas vezes por ano para debater trabalhos técnicos que foram preparados e distribuídos com antecedência.

Fizeram ate mesmo um teste, eles decidiram que iriam perguntar a um certo numero de pessoas para ver se eles alcançavam unanimidade sobre os temas abordados no livro de Marcos, por ser o menor dos evangelhos, seria o mais fácil de ser analisado, porem a ressalva era que teria que haver 100% de concordância entre os entrevistados, Não 50% nem 70% mas 100% de concordância. Lançaram então a seguinte pergunta ao grupo: “ Quantos de vocês acreditam que esta historia é real? que este milagre é real? Ou que este ensinamento é real?”  e no livro de Marcos  só houve unanimidade numa frase.  No livro de João o resultado foi zero.

Neste modo de pensar quem é a autoridade final? Quem decide?  a resposta é lógica, Sua mente, você decide. Estes estudiosos também  creem que o livro de Daniel foi escrito no 2º século D.C e não no 7º A.C .Novamente satanás coloca diante do ser humano a mesma opção: Você decide, sua mente decide.

Não podemos crer somente em parte das escrituras ou parte dos evangelhos. Se acharmos que há razão no que eles dizem, qual parte das escrituras você vai ter como legitima?  Novamente vemos o “você decide” e não o  “ Assim diz o senhor”

Vou dar um exemplo simples:  Quando Deus diz “ Lembra-te do sábado para o santificar” você esta convicto que é Deus que esta dizendo isto ou… “pode ser”.

Você pode até dizer que gosta da terça, ou que pode ser o domingo já que todos vão a igreja no domingo e pode ter havido alguma mudança de opinião ou mesmo interpretação da escritura. Ou a bíblia tem a autoridade ou você tem a autoridade.  Suas duvidas acabam quando você lê este livro ou você quer ser o juiz? 

criaçãoVoce sabe quais são os seis capítulos da Bíblia que são mais contestados? Os  primeiros 6 capítulos que tratam sobre a criação. Quantos cristãos acreditam realmente na criação? Quantos estão tentando mesclar criação com evolução só para não ficarem estranhos a um mundo cientificamente predominante?

Um pastor congregacional dos Estados Unidos escreveu:  “Deus esta além de nossa compreensão, e faz com que confiemos em seu espírito para guiarmos a lugares que não podemos ver claramente. Quer aceite Daniel como produto de inspiração do 7º século AC ou inspiração do 2º século DC, a verdade não importa, não faz diferença. Quer aceite ou não o livro de Ester, não faz diferença…

danielA minha pergunta para voces é:  Faz diferença?  Se acreditarmos que O livro de Daniel não foi escrito por ele mas por uma outra pessoa que vendo a historia que já havia ocorrido, escreveu um livro, que visto assim, não seria profético mas histórico.  Você acreditaria no restante das profecias do livro?  O que você faria com Daniel 2 e a historia do final, o que você faria com as 2.300 tardes e manhãs ? com o dia do juízo, com a salvação que viria no tempo do fim?

Voltemos ao pastor que se encontra numa encruzilhada que muitos chegam quando querem explicar de outra forma o que Deus já ensinou.  Ele diz  “porque a bíblia é a única autoridade para a fé e a pratica, não porque ela seja factual ou verdadeira, mas porque Deus falou a nós e ainda fala pelo seu espírito.”

Ora se a bíblia é um monte de fabulas, como podemos toma-la como norma ou autoridade?  Eu tenho esta resposta: Quando sigo apenas aquilo que não vai contra meus desejos e sentimentos. É assim que eles fazem e querem continuar fazendo, só o que me convém me interessa.

Mas agora vamos fazer uma outra analise. O tema que abri hoje é  “O que vamos fazer com Ellen White?”

Mas há uma advertência que quero lhes expor. Quando analisamos ou avaliamos uma pessoa como por exemplo, eu, ou seu pastor.  Você até pode dizer: Bem eu gosto de metade do que o Fernando diz, ou mesmo dizer aceito quase tudo que o pastor prega sobre a bíblia, mas você pode achar e até fazer isto porque tanto eu como o seu pastor não temos autoridade sobre sua salvação.  Podemos lhe sugerir, posso compartilhar com você aquilo que estudo e aprendi mas não sou seu juiz e nem serei eu quem vai te julgar.

Posso apenas dizer “Li este livro e foi assim que aprendi”  e o mesmo você tem capacidade de falar, pois se também o estudar saberá o que Deus quer.  Não estou acima de você pois todos temos a mesma condição de acesso ao ensinamento. Você pode me avaliar assim, “Creio no que o Fernando diz na base de 50% por 50%” e  acreditem é um bom índice. Você pode avaliar Jeremias assim?

jeremiasPois foi o que a nação fez, enquanto o vento batia a favor, ele era ouvido,  mas quando Deus mandou ele dizer que se entregassem aos babilônios, muitos discordaram e ele foi jogado numa cova para morrer e a nação pagou o preço pela desobediência.

Alguns disseram, que aceitavam parte de suas mensagens, mas veja, e se um profeta falar  70% da palavra de Deus e 30% de sua  interpretação pessoal?  Como você poderia saber a diferença?

Pois vejam bem o que vou falar . A missão de um profeta, o padrão de um profeta é diferente do que eu falo ou um pastor fala, porque o padrão é 100%,  isto porque Deus não aceita 50% ou o  “mais ou menos assim…”

Um profeta tem autoridade, eu não tenho autoridade, eu compartilho a que me é ensinada. Quando prego sobre profecias eu não uso a minha autoridade porque não foi dada a mim, mas utilizo e compartilho a autoridade dada aos profetas. E  já é tão serio que se eu não falar direito “todos os flagelos descritos neste livro cairão sobre mim”

E o profeta tem a autoridade porque ele fala a palavra de Deus, e não as suas. Se fizer diferente , ele perde a autoridade. É bom avaliarmos como tratamos os escritos de EW, porque não dá para tratar como você trataria a mim ou a seu pastor.  Ou você crê ou não, pois não dá para crer só no que te interessa.

Neste ponto, e feito um link, vamos começar a analisar os escritos e a escritora Ellen White. Já aviso que sou uma pessoa que sempre coloca à prova aquilo que me é apresentado e neste caso já fiz minhas avaliações e venho revitalizando-as ao longo destes anos e portanto, creio nos escritos de Ellen White e em seu dom profético, até mesmo naquilo que me serve de advertência ou vai contra meus desejos e sentimentos. Sobre os livros, os encaro como palavra de Deus que me ajudam a ir a bíblia, e após estudar muito, descobri o real significado do termo “Uma luz menor que nos leva a luz maior”.

A própria escritora E.W estabelece um princípio específico para orientar nossa decisão. Ela diz que seu trabalho ou é obra de Deus ou é obra de Satanás, porque se Satanás operar no profeta, Deus deixaria de falar. Deus nada faz em parceria com Satanás.Isto significa que os seus escritos ou vem de Deus ou eles devem vir de Satanás. Eles não podem ser, em parte, da parte de Deus e em parte de Satanás, ou mesmo parcialmente suas próprias opiniões. Ela mesmo não pode ser controlada por Deus e por Satanás.

duvidasEm outro texto ela diz: “Muitas vezes em minha experiência, tenho sido chamado para atender a atitude de uma certa classe, que reconheceu que os testemunhos eram de Deus, mas assumiram a posição de que este assunto e que a matéria são opinião da irmã White. “. (Ms. 16, 1889)

Se dissermos que suas mensagens vieram de Deus, mas misturado com suas opiniões e julgamentos, isso significa que nos tornamos o árbitro final do que é inspirado e o que não é inspirado nos escritos de Ellen White. Ela ainda completa: “Eles [os que fazem estas distinções] tornam sem efeito o conselho de Deus por sua tradição.” Lembre-se, estes são os que reconhecem que os testemunhos são de Deus, mas dizem: “Sim, Ellen White é uma mensageira inspirada de Deus. Eu acredito na inspiração de Ellen White.” Mas quando se trata de um ponto específico que Ellen White faz, muitas pessoas dizem, “Bem, isso era apenas a sua opinião, essa era sua própria ideia.” Ellen White diz que esta atitude faz torna sem efeito o conselho de Deus. Lembra-se que ela também disse que o último engano de Satanás será tornar de nenhum efeito as mensagens que chegaram através dela. (1 SM 48)

Talvez o maior perigo que enfrentamos não é daqueles que negam a inspiração do Espírito de Profecia, mas daqueles que professam crer na inspiração de Ellen White. Quando se trata de pontos específicos, eles têm um grande cuidado para declarar que estes eram seus julgamentos e opiniões. Este é o último engano de Satanás , tornar o testemunho de nenhum efeito mediante a atribuição de partes inspirada por Deus e parte de interpretação pessoal, e assim, aceitar apenas as partes que se enquadram com suas opiniões.

walter reaHá muitos que acusam e combatem os escritos, dentro e fora das fileiras de nossa igreja. Destaco alguns, e dentre eles o Dr. Walter Rea, autor do livro The White Lie ( Mentira Branca) Nesse obra, ele afirma que ela havia usado cerca de 80 a 90% de plágios literários. Associação Geral em 1981 contratou os serviços de um advogado especialista em leis de direitos autorais, Dr. Vincent Ramik, a fim de saber se Ellen White era ou não culpada de plágio. Eis uma síntese de suas conclusões: “Ellen White não pode ser acusada de plagiadora; tal afirmação não procede. Creio que os críticos perderam uma grande oportunidade de focalizar sua atenção nas mensagens de Ellen White, em vez de focar apenas nos seus escritos.” As conclusões estão a disposição na Unaspress e voce pode ter acesso ao relatório neste link.

Outro assunto que é importante salientar é sobre o porque dos escritos, vejamos o que ela diz: “Se o homem tivesse guardado a lei de Deus, como dado a Adão depois de sua queda, preservada por Noé, e observada por Abraão, não teria havido necessidade de se ordenar a circuncisão. E se os descendentes de Abraão tivessem mantido o pacto, dos quais a circuncisão era um sinal, eles nunca teriam sido seduzidos a idolatria, nem teria sido necessário que eles sofressem uma vida de escravidão no Egito, eles teriam mantido a lei de Deus em mente, e não teria havido necessidade do que foi proclamado no Sinai ou gravada em tábuas de pedra. E tinha o povo praticado os princípios dos dez mandamentos, não teria havido necessidade das instruções adicionais dadas a Moisés. ” (PP 364) O que ela está dizendo é que Deus dá mensagens de acordo com a necessidade do homem.

Como, então, devemos abordar nosso estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia? A Bíblia deve permanecer em primeiro lugar em nosso estudo. Quando estudamos qualquer assunto, temos de ir para a Bíblia primeiro e entender a vontade de Deus. Iremos aos escritos de Ellen White para entender a vontade de Deus sobre o tema em estudo. Só depois de ter feito este estudo das mensagens de Deus podemos formar nossas opiniões e nossas próprias interpretações sobre o que Deus está dizendo. Não nos atrevemos a colocar nossas opiniões perante a Bíblia ou antes das mensagens de Ellen White. A Bíblia deve ser a primeira fonte e o fundamento da nossa mensagem. escritos de Ellen White vem depois disso, para iluminar e para amplificar essa mensagem, e só então podemos fazer julgamentos sobre doutrinas, a vontade de Deus, e as nossas responsabilidades

Num estudo intitulado ” A Sacudidura” Ellen White adverte sobre os perigos que o seu povo enfrentará nos dias que antecedem a volta de Cristo: “O inimigo introduzirá doutrinas falsas, tais como a de que não existe um santuário. Este é um dos pontos em que alguns se apartarão da fé.”Evangelismo, pág. 224.

“Muitos se levantarão em nossos púlpitos tendo nas mãos a tocha da falsa profecia, acesa na infernal tocha de Satanás. …Dentre nós sairão alguns que não mais levarão a arca. Mas estes não podem fazer muralhas para obstruir a verdade, pois esta prosseguirá avante e para cima até ao fim.   Testemunhos Para Ministros, págs. 409 e 411.”

fordNada poderia servir de exemplo tão marcante como os fatos ocorridos na década de setenta, quando houve uma  grande crise desencadeada por Desmond Ford,

Na época em que Ford expunha suas ideias, uma pesquisa entre os obreiros adventistas revelou que a maioria esmagadora de nossos pastores dava crédito às suas insinuações contra o princípio dia-ano, a singularidade do ano de 1844, o santuário do céu, e finalmente, à autoridade profética de Ellen White.

Desmond Ford recebeu uma licença de seis meses para desenvolver e apresentar seus pontos doutrinários perante um comitê especial. Escreveu 960 páginas de material teológico sozinho, rejeitando o apoio teológico de três grandes teólogos propostos pela liderança da Obra.

Com  a presença de 126 grandes eruditos adventistas no Concílio de Gleacier View Ranch, Colorado, em 1980, as ideias de Ford não se sustentaram diante dos questionamentos feitos por teólogos como William Shea, que construíram depois desse incidente, uma base firme e profunda para nossos estudos em Daniel e Apocalipse. Esses estudos resultaram na série “Daniel and Revelation Commitee Series” (DARCOM), produzida pelo comitê especial para estudos de Daniel e Apocalipse do Biblical Research Institute da Conferencia Geral da IASD. UNASPRESS também tem disponibilizado alguns volumes deste material em português.

O grande perigo destes que vagueiam por teorias e indagações é que quase sempre o final é o mesmo. Dos seguidores de Desmond Ford,alguns  passaram a não mais crer em E.W, depois, no sábado, depois em partes das escrituras e por fim alguns deles saíram da igreja.

Então se faz propicio o texto de E.W: “Ao vir a sacudidura, pela introdução de falsas teorias, esses leitores superficiais não ancorados em parte alguma, são como a areia movediça Escorregam para qualquer posição para agradar a tendência de seus sentimentos de amargura.” Testemunhos Para Ministros, pág. 112.

pensativoUma coisa é certa: “Os adventistas do sétimo dia que se colocam sob o estandarte de Satanás abandonarão primeiro sua fé nas advertências e repreensões contidas nos Testemunhos do Espírito de Deus.”  Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 84.

“Se Satanás vê que Deus está abençoando Seu povo e preparando-os para discernir-lhe os enganos, trabalha com sua magistral capacidade para introduzir fanatismo de um lado e frio formalismo de outro, para que ele possa ceifar uma colheita de almas.” Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 19.

“Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário.O Grande Conflito, 608.”

Uma coisa aprendi nestes anos de Adventismo, se somos atacados é porque incomodamos não só a um certo tipo de pessoa, mas também aquele que “declarou guerra aos santos e ao restante de sua descendência” Apocalipse  12:17 .

E recorro a mais uma citação de Ellen White: “A igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanece, ao passo que os pecadores de Sião serão lançados fora na sacudidura. A palha separada do trigo precioso. É esse um transe terrível, não obstante importa que tenha lugar.”  Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 380.

Publicado inicialmente em 02 de Julho de 2016

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